A TV Globo está completando 60 anos e enfrenta novos desafios com a concorrência e o crescimento do streaming. O diretor-executivo Amauri Soares propõe a TV 3.0, um modelo que torna a televisão mais interativa e personalizável. Ele acredita que é importante ter uma métrica única de audiência que inclua tanto a TV quanto as plataformas digitais. Soares também comentou sobre o sucesso da novela “Vale Tudo”, que está gerando muito engajamento nas redes sociais, e defendeu que a Globo continua relevante para discussões sociais. Ele criticou a falta de regulação nas plataformas digitais, que não garantem a proteção da propriedade intelectual, e destacou que a audiência da TV aberta é mais confiável. Soares explicou que a queda de audiência em alguns programas não significa que o conteúdo não é relevante, citando o exemplo do Big Brother Brasil, que teve menos audiência linear, mas dominou as conversas online. A Globo está investindo em produções de qualidade e mudando sua política de contratação de artistas. Ele também mencionou a importância de regular o uso de inteligência artificial para proteger conteúdos.
A TV Globo celebra 60 anos de história e enfrenta novos desafios no cenário audiovisual. O diretor-executivo da emissora, Amauri Soares, defende a implementação da TV 3.0, um modelo interativo que promete modernizar a televisão aberta. Em entrevista, Soares destacou a importância de uma métrica única de audiência que considere tanto a TV quanto o streaming.
Soares expressou otimismo com os resultados iniciais da novela “Vale Tudo”, que já gera engajamento significativo nas redes sociais. Ele afirmou que a Globo continua a ser um espaço relevante para discussões sociais e culturais. “Por todas as métricas que a gente olhe, a Globo cresceu”, afirmou.
O executivo criticou a falta de regulação nas plataformas digitais, que, segundo ele, não respeitam a propriedade intelectual. “A audiência da TV aberta é auditável, enquanto os dados dos players digitais não são transparentes”, ressaltou. Soares também se posicionou contra a ideia de que a programação da Globo é conservadora, afirmando que a emissora continua a propor pautas relevantes.
A TV 3.0 é vista como uma fusão entre a TV aberta tradicional e recursos que permitem a personalização do consumo. Soares acredita que essa inovação pode transformar a experiência do espectador e do anunciante. Ele também comentou sobre a necessidade de uma métrica única de audiência, que ainda não existe no Brasil, o que gera insegurança no mercado.
Sobre a queda de audiência em alguns programas, Soares explicou que a percepção de relevância vai além dos números. O Big Brother Brasil, por exemplo, teve uma audiência linear menor, mas dominou as conversas nas redes sociais. “Isso indica a relevância do conteúdo”, disse.
A Globo, segundo Soares, não compete com conteúdo gerado por usuários, mas continua a investir em jornalismo profissional e produções de alta qualidade. Ele também mencionou a nova política de contratação de artistas, que agora inclui contratos por obra, além de contratos vitalícios e de exclusividade.
Por fim, Soares afirmou que a emissora está atenta ao uso de inteligência artificial e à manipulação de conteúdos. Ele enfatizou a necessidade de regulação para proteger a propriedade intelectual, alertando que a falta de responsabilidade nas plataformas digitais é insustentável.
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