Ricardo Darín, um famoso ator argentino, falou sobre sua experiência durante a pandemia e a perda de sua irmã. Ele contou que sua esposa teve Covid-19 e enfrentou uma situação crítica, mas conseguiram superar. Darín também comentou sobre seu papel na série “El eternauta”, onde interpreta um herói comum em tempos difíceis. Ele refletiu sobre o que é ser corajoso e como a vida o ensinou a tomar decisões, mesmo com medo. Apesar de seu sucesso, ele não se considera infalível e continua aprendendo com jovens atores. Ele expressou sua dor pela morte da irmã, dizendo que viverá em luto por ela, e mencionou que gostaria de ter a fé dos que acreditam em Deus, pois isso poderia ajudar a lidar com a perda.
O ator argentino Ricardo Darín participou da promoção da série “El eternauta” da Netflix, que explora o heroísmo em tempos de crise. Durante a apresentação, ele compartilhou experiências pessoais marcantes, incluindo a grave situação de saúde de sua esposa durante a pandemia e a perda de sua irmã.
Darín relatou que, durante a Covid-19, sua esposa enfrentou uma neumonia bilateral. Ele descreveu uma noite angustiante em que, com ambos infectados, teve que decidir entre interná-la ou administrar a medicação em casa. “Tivemos sorte”, afirmou, ao lembrar que sua esposa respondeu ao tratamento e se recuperou.
O ator também refletiu sobre o impacto da pandemia na sociedade. Ele destacou que as catástrofes revelam heróis anônimos que se unem em solidariedade. “Percebemos que não faz sentido tentar salvar-se sozinho”, disse. Darín, que interpreta Juan Salvo, um homem comum que se torna um herói, enfatizou a importância de tomar decisões em momentos críticos.
Reflexões sobre a carreira
Com uma carreira que começou aos dez anos, Darín, agora com 68, não se considera uma figura intocável. Ele afirmou que está sempre em busca de aprendizado e que a atuação é um processo contínuo. “Vivo permanentemente sob suspeita de mim mesmo”, declarou.
O ator também comentou sobre a nova geração de atores, observando que muitos demonstram respeito e disposição para aprender. “Gosto dos que estão na busca e dispostos a correr riscos”, afirmou. Ele acredita que a atuação é uma arte que se aprende observando e interagindo com outros.
Luto e espiritualidade
Darín revelou que está em luto pela morte de sua irmã, que faleceu em janeiro. Ele expressou a dor da perda, dizendo que não há palavras para descrever a orfandade de um irmão. “Vou estar em duelo toda a minha vida”, confessou, demonstrando a profundidade de seu sentimento.
Sobre a fé, ele admitiu que gostaria de ter a crença que permite confiar que os entes queridos estão em um lugar melhor. “Invejo os que têm fé, pois podem depositar seu luto em Deus”, concluiu.
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