Paolla Oliveira, em entrevista ao programa Roda Viva, defendeu o aborto como uma escolha da mulher e criticou a visão tradicional que limita o papel feminino a ser apenas reprodutor. Ela compartilhou que já sentiu vergonha por não ser mãe e que foi cobrada por isso, mas agora não se sente mais assim, pois congelou óvulos para decidir sobre ter filhos no futuro. A atriz também falou sobre a pressão estética que as mulheres enfrentam e como aprendeu a se aceitar, reconhecendo a diversidade de belezas. Além disso, Paolla decidiu não fazer campanhas de bebidas alcoólicas enquanto interpreta uma personagem que lida com alcoolismo, ressaltando a necessidade de mudar a percepção sobre esse tema. Durante a conversa, ela comentou sobre a importância de que mulheres que ocupam cargos de destaque, como rainhas de bateria no Carnaval, sejam da comunidade e representem as mulheres negras.
Paolla Oliveira defendeu, em entrevista ao programa Roda Viva, o aborto como uma escolha da mulher. “Eu sou a favor”, afirmou, destacando que não considerar essa possibilidade é um retrocesso. A atriz, que vive a personagem Heleninha no remake de “Vale Tudo”, revelou ter sentido vergonha por não ser mãe e ter sido cobrada por isso. “Não tenho mais vergonha da escolha nesse momento”, disse, mencionando que congelou óvulos para decidir sobre a maternidade no futuro.
A artista criticou a visão tradicional que reduz o papel feminino a um corpo reprodutor. “Já fui julgada como insensível, amarga. Eu me sentia menos mulher, menos familiar”, relatou. Paolla também falou sobre a pressão estética que enfrenta e como encontrou um espaço de libertação para aceitar seu corpo. “Aprendi a me gostar e a reparar em outras mulheres com outras belezas possíveis”, destacou.
Pressão Estética e Campanhas Publicitárias
Oliveira decidiu não participar de campanhas publicitárias de bebidas alcoólicas enquanto interpreta uma personagem alcoólatra. Ela observou que, embora a consciência sobre o tema tenha mudado, estigmas ainda persistem. “A pessoa que sofre disso vai sempre ser apontada”, analisou.
Durante a conversa, a atriz também abordou a questão do Carnaval, defendendo que o posto de rainha de bateria deve ser ocupado por mulheres da comunidade, especialmente negras. “Elas merecem muito e muito do prestígio que eu tive no Carnaval foi por estar perto da comunidade”, afirmou. Paolla Oliveira continua a ser uma voz ativa em questões sociais e feministas, desafiando normas e promovendo a independência feminina.
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