Donald Trump vai assistir ao musical “Les Misérables” no Kennedy Center, mas 10 a 12 artistas do espetáculo planejam boicotar a apresentação em protesto contra sua presença. A visita de Trump coincide com um evento de arrecadação de fundos no local. A direção do Kennedy Center, agora sob controle de Trump, afirmou que os artistas que não se sentirem profissionais o suficiente para se apresentar para todos os públicos não serão bem-vindos. Essa situação faz parte de uma tensão crescente entre a administração Trump e artistas que se opõem às suas políticas, resultando em cancelamentos de shows e protestos.
Donald Trump visitará o John F. Kennedy Performing Arts Center em 11 de junho para assistir à apresentação de Les Misérables. Contudo, dez a doze artistas do espetáculo planejam boicotar a performance em protesto contra sua presença. A visita coincide com um fundraiser que terá ingressos a partir de R$ 2 milhões.
A decisão dos artistas surge em meio a controvérsias geradas pela presidência de Trump no Kennedy Center. Ele promoveu mudanças significativas na direção e no conselho, levando a protestos de membros da comunidade cultural. O novo diretor, Richard Grenell, afirmou que o centro não financiará a intolerância e que artistas que não se apresentarem para todos os públicos não serão bem-vindos.
A presença de Trump no evento é vista como parte de sua estratégia para remodelar a imagem do Kennedy Center, que tradicionalmente tinha uma composição bipartidária em seu conselho. O ex-presidente já havia enfrentado críticas por usar músicas do musical durante sua campanha de 2016, levando os criadores a solicitar que ele parasse.
O boicote dos artistas é um reflexo de uma crescente guerra cultural entre a administração Trump e a comunidade artística. Vários artistas, como Ben Folds e Renee Fleming, cancelaram suas apresentações em protesto contra a gestão atual do centro. A situação continua a gerar debates sobre a relação entre arte e política nos Estados Unidos.
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