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Erika Januza compartilha superação de crise financeira e fala sobre representatividade

Erika Januza compartilha superação de crise financeira em 2016 e critica a meritocracia no audiovisual, inspirando mulheres negras.

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Durante o evento Negritudes Globo, a atriz Erika Januza compartilhou um momento difícil de sua carreira. Ela contou que, em 2016, enfrentou uma crise financeira e quase desistiu de atuar, mesmo após ter papéis importantes na TV. Erika revelou que não tinha dinheiro para pagar o aluguel e pensou em voltar para Minas Gerais. Apesar de ter trabalhado em novelas como Suburbia, Copa Hotel e Em Família, a falta de oportunidades e os desafios enfrentados por artistas negros a deixaram desanimada. Ela falou sobre a importância de ser honesta em sua trajetória e de inspirar outras mulheres negras a lutarem por seus espaços no audiovisual. Erika também criticou a ideia de meritocracia, ressaltando que é preciso reconhecer as desigualdades que existem no Brasil.

Durante o evento Negritudes Globo, realizado no dia quinze de maio no Rio de Janeiro, a atriz Erika Januza compartilhou um relato emocionante sobre sua trajetória profissional. A artista, conhecida por papéis em novelas como *Suburbia* e *Em Família*, revelou ter enfrentado uma crise financeira em dois mil e dezesseis, quando quase desistiu da carreira. “Em 2016 não tinha dinheiro para pagar meu aluguel. Ia voltar para Minas Gerais porque não tinha dinheiro e já tinha feito novela, protagonista…”, desabafou.

Apesar de ter estrelado produções de sucesso, Erika enfrentou a instabilidade da profissão e a escassez de oportunidades, especialmente para artistas negros e periféricos. Sua fala se transformou em um discurso sobre resistência e representatividade. A atriz enfatizou que sempre buscou trilhar seu caminho com honestidade e respeito. “Eu penso que fiz as coisas certas, com muita luta e com aquela sensação de colocar a cabeça no travesseiro”, afirmou.

Erika também destacou a importância de compartilhar sua história para inspirar outras mulheres negras que enfrentam barreiras no audiovisual brasileiro. Para ela, é fundamental quebrar o mito da meritocracia e reconhecer as desigualdades que afetam a trajetória profissional de pessoas negras no país. “É possível, sim, conquistar o seu espaço. Não é fácil, não adianta romantizar, mas é possível”, concluiu.

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