Na nova novela de Juan José Millás, “Este imbécil va a escribir una novela”, o autor conta a história de um escritor chamado Juan José Millás, que precisa encontrar um tema para um reportaje. O personagem enfrenta dificuldades e incertezas, refletindo as obsessões do autor, como realidades paralelas e a relação entre corpo e casa. Millás fala sobre sua visão de mundo, que sempre foi marcada pela extrañeza, e como isso influencia sua escrita. Ele menciona que muitos escritores têm algumas obsessões que exploram ao longo da vida. O autor também discute a importância da trama nas novelas, afirmando que mesmo que a atmosfera seja o que mais fica na memória, é preciso uma história para que isso aconteça. Millás, que começou sua carreira em um período em que a novela experimental estava em alta, fala sobre a pressão que sentia para não ser rotulado como “linear” ou “costumbrista”. Ele também reflete sobre o papel do jornalismo em sua vida, destacando que suas colunas influenciaram sua escrita de ficção. Millás expressa sua preocupação com a velhice e a sociedade, mencionando que a vida se prolongou, mas a qualidade de vida não acompanhou essa mudança. Ele não teme a morte, mas sim o processo de envelhecer.
Juan José Millás, escritor e jornalista espanhol, lança sua nova novela “Este imbécil va a escribir una novela”. A obra narra a trajetória de um escritor que, ao receber a tarefa de criar um reportagem livre, se vê em um dilema sobre o que escrever. O livro explora as obsessões literárias de Millás, como realidades paralelas e a relação entre ficção e realidade.
A narrativa apresenta um personagem que compartilha o nome do autor, refletindo suas inquietações e a busca por um tema. Millás descreve a obra como um “catálogo de suas obsessões”, onde cada escritor carrega questões que nunca se resolvem. Ele destaca que não segue um plano ao escrever, permitindo que a história se desenvolva organicamente.
Millás também discute a importância da trama na literatura. Para ele, a atmosfera de uma obra é essencial, mas deve ser sustentada por uma narrativa coerente. O autor menciona a tensão entre o realismo e a experimentação literária, que influenciou sua formação como escritor. Ele observa que, apesar das mudanças no cenário literário, a busca por uma voz própria continua sendo fundamental.
O autor reflete sobre sua experiência no jornalismo, que começou em 1990, e como essa prática influenciou sua escrita. Millás revela que o personagem de sua novela planeja se afastar do jornalismo, uma situação que ele também enfrenta, sentindo que não tem mais reportagens a fazer.
Em relação à velhice, Millás expressa que está explorando essa fase da vida, comparando-a à adolescência em sua confusão e mistério. Ele critica a forma como a sociedade lida com a velhice, destacando a falta de respeito e a qualidade de vida. A obra de Millás, portanto, não apenas entretém, mas também provoca reflexões sobre a condição humana e a realidade contemporânea.
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