Recentemente, o Met Gala e o Festival de Cannes mostraram que as joias vintage estão em alta. Celebridades como Isha Ambani e Diljit Dosanjh usaram peças raras inspiradas em designs históricos, atraindo a atenção nas redes sociais. Isha usou um colar de diamantes da Cartier dos anos 1930, enquanto Diljit escolheu um colar que lembra o famoso colar de 1.000 quilates do Maharaja Bhupinder Singh. O uso de joias históricas se tornou mais popular nos últimos anos, especialmente após Lady Gaga usar um diamante amarelo no Oscar de 2019. Marcas de luxo, como a Boucheron, estão recuperando suas criações antigas, considerando-as “vivas”. O impacto dessas joias vai além da beleza, pois elas são vistas como bons investimentos. Marcas mais novas, como a Pomellato, também estão explorando suas heranças, apresentando joias de arquivo em eventos. Mostrar essas peças no tapete vermelho se tornou uma estratégia de marketing eficaz, gerando interesse e oferecendo uma visão do passado das marcas.
Recentemente, o Met Gala e o Festival de Cannes destacaram a crescente valorização de joias vintage e de arquivo. Celebridades como Isha Ambani e Diljit Dosanjh foram vistas usando peças raras, inspiradas em designs históricos, que chamaram a atenção nas redes sociais.
Isha Ambani, herdeira indiana, desfilou um colar de diamantes inspirado em um design da Cartier dos anos 1930, criado para o Maharaja Digvijaysinhji de Nawanagar. Por sua vez, Diljit Dosanjh usou um colar que remete ao famoso colar de 1.000 quilates do Maharaja Bhupinder Singh de Patiala, atualmente exposto no Victoria & Albert Museum, em Londres.
A tendência de usar joias históricas não é nova, mas ganhou força nos últimos anos. O uso do diamante amarelo de 128,54 quilates por Lady Gaga no Oscar de 2019 marcou um ponto de virada, tornando-se um símbolo de exclusividade e valor cultural. No Met Gala de 2022, a estilista Nicky Yates destacou a importância de peças de arquivo, como os brincos de diamante da década de 1930 usados por Emma Corrin.
O Valor das Joias Históricas
Marcas de luxo estão investindo na recuperação de suas criações históricas. Hélène Poulit-Duquesne, CEO da Boucheron, afirma que as joias de arquivo são consideradas “vivas” e não apenas peças de museu. A marca expandiu sua coleção de herança para mais de 800 criações, que são frequentemente apresentadas a estilistas para eventos de grande visibilidade.
O impacto das joias vintage vai além da estética. Achim Berg, consultor independente, destaca que a presença de peças de alta joalheria no tapete vermelho reforça a ideia de que essas joias são um bom investimento, mantendo sua relevância ao longo do tempo. Anthony Ledru, presidente da Tiffany & Co., também reconhece que esses momentos geram entusiasmo em torno de peças históricas.
Tendências Emergentes
Marcas mais jovens, como a Pomellato, também estão explorando suas heranças. A marca italiana apresentou joias de arquivo em eventos recentes, destacando a conexão entre passado e presente. Boris Barboni, da Pomellato, enfatiza que essa abordagem permite redescobrir a história da marca e inspirar novas criações.
A exibição de joias históricas no tapete vermelho se tornou uma estratégia eficaz de marketing. Laurent François, da 180 Global, observa que a presença de peças de arquivo em contextos contemporâneos gera engajamento e oferece ao público uma rara visão do passado das marcas. Essa prática transforma o tapete vermelho em uma verdadeira caça ao tesouro cultural.
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