Percival Everett é um escritor americano que ganhou destaque por suas obras que tratam de questões raciais e sociais. Recentemente, ele conquistou seu primeiro prêmio Pulitzer aos 68 anos com o romance “James”, que também venceu o National Book Award. O livro reinterpreta “As Aventuras de Huckleberry Finn” pela perspectiva de Jim, um escravo fugitivo. Everett, que também é músico, acredita que sua escrita é influenciada pelo jazz e por comediantes como Richard Pryor e George Carlin. Ele discute como a negritude é uma construção social e critica a forma como o racismo é tratado na sociedade. Apesar de seu livro ter sido escolhido como vencedor do Pulitzer de forma controversa, ele continua a ser uma voz importante no debate sobre diversidade e cultura.
Percival Everett, escritor americano, conquistou seu primeiro prêmio Pulitzer aos 68 anos com o romance “James”, que também venceu o National Book Award. A premiação ocorreu em Londres, poucos dias após o lançamento do livro no Brasil pela editora Todavia.
“James” reinterpreta “As Aventuras de Huckleberry Finn” sob a perspectiva de Jim, um escravo fugitivo. Everett destaca que a obra de Mark Twain é central na cultura americana, pois foi a primeira a abordar a escravidão sem ser um romance de protesto. O autor busca entender os efeitos da escravidão tanto sobre os escravizados quanto sobre os que escravizavam.
Em entrevista, Everett compartilhou que sua escrita é influenciada por comediantes como Richard Pryor e Dick Gregory, além de filósofos como Wittgenstein. Ele acredita que a negritude é uma construção social, refletida na linguagem. No livro, Jim é apresentado como um intelectual que discute com pensadores como Voltaire e John Locke.
A ironia e a sutileza são, segundo Everett, as melhores formas de combater o racismo. Ele critica a culpa sentida por liberais e a negação da história por conservadores, ressaltando a falta de pensamento coletivo na sociedade atual.
Apesar de algumas críticas sobre a escolha do Pulitzer, que não foi unânime entre os jurados, a vitória de Everett é um marco em sua carreira. O autor, que também é músico, destaca que o ritmo de sua escrita é influenciado pelo jazz, refletindo sua visão única sobre literatura e sociedade.
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