José Roberto de Castro Neves, advogado e escritor, foi eleito para a cadeira 26 da Academia Brasileira de Letras, recebendo 27 votos contra 7 de Rodrigo Lacerda. Ele ocupa a vaga deixada por Marcos Vilaça e é professor de Direito Civil na PUC-Rio. No mesmo dia, lançou o livro “Que é ser advogado?”, que discute a profissão em três aspectos: cultura, técnica e ética. Castro Neves já escreveu sobre a linguagem nos tribunais e as origens do Direito, além de ter estreado na ficção com o romance “Ozymandias”. Ele também possui uma grande coleção de obras de Shakespeare e analisa a relação entre o dramaturgo e o Direito em seus livros.
O advogado e escritor José Roberto de Castro Neves foi eleito para a cadeira 26 da Academia Brasileira de Letras na tarde desta quinta-feira (29). Ele obteve 27 votos a 7 contra o editor e escritor Rodrigo Lacerda, ocupando a vaga deixada pelo falecido Marcos Vilaça.
Castro Neves, de 54 anos, é doutor em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Desde 1996, é professor de Direito Civil na PUC-Rio e também ocupa a cadeira 27 da Academia Brasileira de Letras Jurídicas. Sua obra literária destaca-se pela intersecção entre Direito e arte, buscando aproximar o público do universo jurídico.
Lançamento de Livro
No mesmo dia de sua eleição, Castro Neves lançou o livro “Que é ser advogado?”, que analisa a profissão sob três pilares: cultura humanística, conhecimento técnico e ética. O autor já havia abordado a importância da linguagem nos tribunais em sua obra “Direito e literatura: o que os advogados e os juízes fazem com as palavras”, publicada em 2023.
Além disso, ele explora as origens do Direito em “A invenção do direito” e a atuação de juristas em momentos históricos em “Como os advogados salvaram o mundo”. Este ano, Castro Neves também estreou na ficção com “Ozymandias”, um romance que discute questões como o destino e a formação do Brasil.
Relação com Shakespeare
O autor possui uma vasta coleção de obras de William Shakespeare, com cerca de 5 mil títulos, adquiridos em parte da crítica e tradutora Barbara Heliodora. Sua relação com o dramaturgo inglês é tema de diversos livros, incluindo “Shakespeare ontem, hoje e amanhã, e amanhã, e amanhã”, que analisa a atemporalidade de suas peças. Castro Neves também traçou paralelos entre o universo jurídico e as obras de Shakespeare em títulos como “Medida por medida: o direito em Shakespeare” e “Shakespeare e os Beatles”.
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