Conceição Evaristo, escritora mineira, superou 500 mil livros vendidos pela editora Pallas em 2023 e recebeu o troféu Juca Pato de intelectual do ano. Ela será uma das principais atrações da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que começa no dia 13 de junho. Evaristo participará de um painel no dia 19 de junho, […]
Conceição Evaristo, escritora mineira, superou 500 mil livros vendidos pela editora Pallas em 2023 e recebeu o troféu Juca Pato de intelectual do ano. Ela será uma das principais atrações da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que começa no dia 13 de junho.
Evaristo participará de um painel no dia 19 de junho, ao lado da cubana Teresa Cárdenas e da sul-africana Zukiswa Wanner, no Café Literário. A autora é reconhecida por sua obra que reflete a cultura afro-brasileira, com destaque para os livros “Olhos d’Água” e “Ponciá Vicêncio”.
A escritora, que tem 78 anos, destaca que seu trabalho vai além da literatura. “Toda essa recepção consagra também quem acredita na minha literatura,” afirma Evaristo. Ela enfatiza a importância de dar voz a grupos sociais que não tinham oportunidade de contar suas histórias.
“Olhos d’Água”, publicado em 2014, é um exemplo dessa experiência. O livro, muito adotado por escolas, ficou em terceiro lugar na categoria contos e crônicas do prêmio Jabuti em 2015. Já “Ponciá Vicêncio”, seu primeiro romance, foi lançado em 2003 e aborda questões de ancestralidade e escravização.
Evaristo é a única mulher com duas obras entre os 25 livros mais indicados por especialistas na lista da Folha. “Olhos d’Água” ocupa a sexta posição, enquanto “Ponciá Vicêncio” está em nono lugar. Apenas o compositor Chico Buarque possui duas obras na lista, mas em posições inferiores.
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