Leo Lins, um humorista carioca, fez um show chamado “Enterrado Vivo” no Teatro Gazeta em São Paulo, lotando o local após ser condenado a oito anos e três meses de prisão por piadas consideradas discriminatórias. Durante a apresentação, ele usou sua condenação como uma forma de marketing, criticando o “politicamente correto” e fazendo piadas sobre temas polêmicos, como nazismo e pedofilia, enquanto flertava com a ideia de impunidade. Para evitar novos problemas legais, ele pediu que os celulares do público fossem guardados em sacos lacrados e pediu que ninguém gravasse o show. A condenação de Lins veio após um vídeo que ele postou, que foi removido do YouTube, e sua defesa argumenta que suas piadas são apenas encenações. O espetáculo atraiu um público curioso, especialmente pela possibilidade de uma nova prisão.
Leo Lins lota Teatro Gazeta em show polêmico após condenação
Na última quinta-feira, 19, o humorista Leo Lins apresentou seu espetáculo “Enterrado Vivo” no Teatro Gazeta, em São Paulo, atraindo uma fila de fãs que se estendia até a esquina. O evento ocorre após sua condenação a oito anos e três meses de prisão por discursos considerados discriminatórios em suas piadas.
O show, com capacidade para 720 pessoas, foi uma oportunidade para Lins usar sua situação legal como estratégia de marketing. Ele dedicou boa parte do tempo a criticar o “politicamente correto” e a zombar do sistema judiciário, provocando risadas com piadas controversas que atacam minorias. O humorista se apresenta como uma figura perseguida, capitalizando a controvérsia em torno de sua condenação.
Durante a apresentação de mais de 70 minutos, Lins flertou com a impunidade e fez piadas sobre temas sensíveis, como nazismo e pedofilia. Para evitar novos processos, ele implementou um protocolo de segurança, onde os celulares dos espectadores foram guardados em sacos lacrados. O humorista começou o show com um aviso, pedindo que o público mantivesse o conteúdo em segredo.
A condenação de Lins foi resultado de um vídeo intitulado “Perturbador”, que continha declarações preconceituosas e foi removido do YouTube após alcançar três milhões de visualizações. A sentença da 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo também incluiu multa e indenização por danos morais coletivos. A defesa do humorista argumenta que suas piadas são encenações e que o personagem no palco não reflete sua pessoa.
O espetáculo “Enterrado Vivo” parece ter atraído um novo público, especialmente pela expectativa de uma possível nova prisão. Lins, que já enfrentou processos judiciais por suas piadas, continua a desafiar os limites da comédia, transformando sua situação em uma plataforma para seu trabalho.
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