- Bilquis Evely se tornou a primeira mulher brasileira a ganhar o Prêmio Eisner, considerado o “Oscar dos quadrinhos”.
- A artista recebeu o prêmio por sua obra “Helen of Wyndhorn”, que foi reconhecida como Melhor Série Limitada.
- A série é uma colaboração com o roteirista Tom King e o colorista Matheus Lopes, e combina elementos de fantasia gótica.
- Bilquis começou sua carreira em um mercado dominado por homens e agora se torna uma referência para novas gerações de mulheres.
- Ela também criticou o uso de inteligência artificial na arte, considerando-a uma forma de plágio.
Bilquis Evely, ilustradora brasileira, fez história ao se tornar a primeira mulher do Brasil a ganhar o Prêmio Eisner, considerado o “Oscar dos quadrinhos”. A artista, que se destacou com sua obra “Helen of Wyndhorn”, recebeu o prêmio em uma cerimônia recente, consolidando sua posição no mercado internacional de HQs.
A série “Helen of Wyndhorn”, uma colaboração com o roteirista Tom King e o colorista Matheus Lopes, foi reconhecida como Melhor Série Limitada. Evely, que desenha com técnicas tradicionais, investiu quase três anos na produção da obra, que combina elementos de fantasia gótica e referências visuais complexas. A artista, que começou sua carreira em um ambiente predominantemente masculino, agora se vê como uma referência para novas gerações de mulheres no setor.
Nascida em Barueri, São Paulo, Bilquis sempre teve um talento natural para o desenho, incentivada por seu pai desde a infância. Sua paixão por quadrinhos começou aos 14 anos, quando encontrou uma revista da Supergirl que a inspirou a seguir a carreira. Após cursos de desenho, ela ingressou no mercado, trabalhando inicialmente em publicações brasileiras antes de conquistar espaço na DC Comics.
Além de seu sucesso, Evely expressou preocupações sobre o uso da inteligência artificial na arte, considerando-a uma forma de plágio. Para ela, a IA não possui a sensibilidade necessária para criar obras autênticas. A artista também reflete sobre a evolução do cenário dos quadrinhos, onde hoje há uma maior presença feminina, algo que ela considera positivo para as futuras gerações.
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