- Graydon Carter, ex-editor da revista Vanity Fair, lançou suas memórias em março de 2023, intituladas *When the Going Was Good: An Editor’s Adventures During the Last Golden Age of Magazines*.
- O livro aborda sua trajetória no jornalismo e a transformação da indústria editorial, destacando a ascensão das redes sociais e o impacto do movimento Me Too em Hollywood.
- Carter, que foi editor da Vanity Fair por 25 anos, elevou a revista a um ícone da cultura pop americana, realizando coberturas exclusivas, como a revelação de Caitlyn Jenner como mulher trans.
- Ele acredita que as revistas ainda têm futuro, mas em um formato diferente, mais próximo de publicações de luxo, e observa que a indústria enfrenta dificuldades, especialmente nos Estados Unidos.
- Carter expressou preocupação com a imagem dos Estados Unidos no exterior após a presidência de Donald Trump e comentou sobre as mudanças positivas trazidas pelo movimento Me Too em Hollywood.
Graydon Carter, ex-editor da revista Vanity Fair, lançou suas memórias, intituladas *When the Going Was Good: An Editor’s Adventures During the Last Golden Age of Magazines*, em março de 2023. O livro reflete sobre sua trajetória no jornalismo e a transformação da indústria editorial, marcada pela ascensão das redes sociais e pelo impacto do movimento Me Too em Hollywood.
Carter, que atuou por 25 anos à frente da Vanity Fair, elevou a publicação a um ícone da cultura pop americana, sendo responsável por coberturas exclusivas, como a revelação de Caitlyn Jenner como mulher trans e a primeira entrevista de Jennifer Aniston após seu divórcio de Brad Pitt. Em entrevista, ele destacou que a crise das revistas é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a internet e a crise financeira de 2008, que afetou severamente a publicidade.
O ex-editor acredita que as revistas ainda têm futuro, mas em um formato diferente, mais próximo de publicações de luxo. Ele observa que, enquanto a indústria editorial americana enfrenta dificuldades, na Europa as revistas ainda mantêm uma boa saúde, especialmente entre os jovens. Carter também comentou sobre a mudança no perfil das celebridades, afirmando que a era das estrelas de Hollywood está em declínio, em parte devido à saturação das redes sociais.
Carter, que se mudou para o sul da França após deixar a Vanity Fair, expressou sua preocupação com a imagem dos Estados Unidos no exterior, especialmente após a presidência de Donald Trump. Ele se referiu a sua longa relação com Trump, que começou nos anos 1980, e lamentou a transformação do ex-magnata em uma figura política controversa.
Além disso, Carter abordou o impacto do movimento Me Too, afirmando que trouxe mudanças positivas para Hollywood, promovendo uma maior inclusão e diversidade. Ele também se mostrou cético em relação ao futuro das celebridades, destacando que a indústria enfrenta desafios significativos, como greves e crises internas.
Carter concluiu que, apesar das dificuldades, o jornalismo continua a ser uma paixão que o mantém conectado à cultura contemporânea, e que a busca por histórias relevantes e impactantes permanece mais viva do que nunca.
Entre na conversa da comunidade