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Jovem Guarda influencia moda e música com três tendências marcantes no Brasil

Wanderléa destaca a influência da minissaia de Jane Fonda na moda atual e a conexão com a Jovem Guarda na Geração Z

Wanderléa e Roberto Menescal em 1979 (Foto: Acervo MIS-SP/Reprodução)
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  • Em 2023, Wanderléa, ícone da Jovem Guarda, expressou sua admiração pela minissaia de Jane Fonda.
  • A minissaia, que simboliza a libertação feminina, foi popularizada pela estilista Mary Quant em 1958 e destacou-se no filme “Barbarella”.
  • Wanderléa afirmou que ficou encantada com o estilo de Fonda e desejou ter uma minissaia igual.
  • A Jovem Guarda, surgida nos anos 1960, trouxe influências do rock internacional ao Brasil, com artistas como Roberto Carlos e Erasmo Carlos.
  • O movimento continua a influenciar a moda e a música, refletindo sua relevância nas novas gerações.

Pernas expostas, cabelo loiro ondulado e botas de cano alto: Wanderléa, ícone da Jovem Guarda, relembra sua admiração pela minissaia de Jane Fonda em 2023. A moda dos anos 1960, que simbolizava a libertação feminina, continua a influenciar a Geração Z, mostrando a durabilidade do estilo do movimento.

A minissaia, popularizada pela estilista Mary Quant em 1958, ganhou destaque no filme “Barbarella”, onde Fonda se tornou um ícone fashion. Wanderléa, ao ver o filme, ficou encantada e decidiu adotar o estilo. “Quero ter uma minissaia igual à dela”, afirmou em entrevista. Essa peça se tornou um símbolo da emancipação feminina e foi amplamente adotada.

A Jovem Guarda, que surgiu na década de 1960, trouxe ao Brasil a sonoridade do rock internacional, com artistas como Roberto Carlos e Erasmo Carlos. O movimento não apenas popularizou a guitarra elétrica, mas também fez adaptações de músicas estrangeiras, como “Splish Splash”, de Bobby Darin, que se tornou um sucesso na voz de Carlos.

Por outro lado, a MPB, liderada por artistas como Elis Regina, criticava a influência estrangeira, considerando-a uma ameaça à tradição nacional. Essa tensão culminou na Marcha contra a Guitarra Elétrica em 1967, mas logo foi superada pela chegada da Tropicália, que incorporou elementos do rock.

O legado da Jovem Guarda se estende além da música. O uso do órgão Hammond, popularizado por músicos de jazz e rock progressivo, também foi uma inovação do movimento. No Brasil, Lafayette Coelho foi um dos principais tecladistas a utilizar o instrumento, colaborando com grandes nomes da época.

Assim, a Jovem Guarda permanece relevante, influenciando novas gerações e reafirmando seu papel na história da música e da moda no Brasil.

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