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Jaguar recorda momentos marcantes de sua vida em declaração recente

Cartunista Jaguar deixa um legado marcante na cultura brasileira e reflete sobre sua vida em última entrevista, revelando desapego e foco no presente

O cartunista Jaguar, em entrevista ao GLOBO (Foto: Fe Pinheiro)
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  • O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, conhecido como Jaguar, faleceu aos 93 anos.
  • Ele refletiu sobre sua vida em sua última entrevista ao jornal O GLOBO, realizada no mês anterior.
  • Jaguar compartilhou memórias de sua rotina boêmia e a importância das amizades, mencionando encontros com figuras como Tom Jobim.
  • O artista revelou um distanciamento da família e falou sobre sua luta contra o alcoolismo, que superou após um diagnóstico de tumor no fígado.
  • Ele se descreveu como desapegado de sua produção artística, afirmando que vive no presente e não planeja o futuro.

Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, conhecido como Jaguar, faleceu aos 93 anos neste domingo. O cartunista, que deixou um legado significativo na cultura brasileira, refletiu sobre sua vida em sua última entrevista ao jornal O GLOBO, realizada no mês passado.

Jaguar compartilhou memórias de sua rotina boêmia, que começava às 22h, e destacou a importância das amizades em sua vida. “Eu acordava às 21h e ia dormir de manhã só”, relembrou, mencionando encontros regulares com amigos no Cobal, no Leblon, onde figuras como Tom Jobim e João Ubaldo se reuniam.

Em sua conversa, o artista também abordou sua relação com a família, revelando um distanciamento. “Eu tinha um problema com família: não gostava dela”, confessou. Apesar de ter lutado contra o alcoolismo, Jaguar parou de beber após ser diagnosticado com um tumor no fígado, no início dos anos 2010.

A amizade sempre foi um pilar em sua vida. Ele recordou a proposta de Oscar Niemeyer de homenageá-lo com uma estátua no Sambódromo, que foi recusada. “A grande homenagem que tive na minha vida, na verdade, não teve”, disse, referindo-se a um painel que foi feito em sua homenagem, mas que acabou sendo atribuído a outro artista.

Sobre sua produção artística, Jaguar se mostrou desapegado. “Eu não tenho obra. Que obra? Tenho um livrinho desse tamanhozinho”, afirmou, enfatizando que não guardava seus trabalhos. Ele se descreveu como alguém que vive no presente, sem preocupações excessivas. “Não planejo nada e não lamento nada que fiz também”, concluiu.

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