- Artistas independentes, como King Gizzard & The Lizard Wizard e Deerhoof, deixaram o Spotify em protesto contra os laços do CEO Daniel Ek com a empresa de defesa Helsing.
- A banda King Gizzard removeu seu catálogo de 27 álbuns e questionou se é possível pressionar os líderes de tecnologia a agir de forma ética.
- A saída de artistas do Spotify não é nova; desde 2014, muitos criticam o modelo de royalties da plataforma, que beneficia artistas populares.
- Outros músicos, como Xiu Xiu e Hotline TNT, também retiraram suas músicas, afirmando que não querem associar suas obras a tecnologias bélicas.
- Laura Burhenn e Kadhja Bonet ampliaram suas críticas, retirando suas músicas de várias plataformas de streaming em um protesto contra grandes empresas de tecnologia.
Nos últimos meses, uma série de artistas independentes decidiu deixar o Spotify em protesto contra os laços do CEO Daniel Ek com a empresa de defesa Helsing. Bandas renomadas como King Gizzard & The Lizard Wizard e Deerhoof estão entre os que se afastaram da plataforma, levantando questões éticas sobre investimentos em tecnologia militar.
A decisão de King Gizzard, que removeu seu extenso catálogo de 27 álbuns, foi anunciada em julho. Em uma declaração, a banda questionou: “Podemos pressionar esses magnatas da tecnologia a fazerem melhor?” A saída de artistas do Spotify não é nova; desde 2014, quando Taylor Swift retirou sua música, muitos têm criticado o modelo de royalties da plataforma, que favorece os artistas mais populares.
Recentemente, a controvérsia aumentou com a revelação de que Ek se tornou presidente da Helsing, uma empresa focada em inteligência artificial e tecnologia militar. Em resposta, artistas como Xiu Xiu e Hotline TNT também retiraram suas músicas, expressando que não desejam que suas obras sejam associadas a tecnologias que podem causar danos. “Não queremos que nosso sucesso esteja ligado a tecnologias de batalha”, afirmou Deerhoof.
Além disso, a cantora Laura Burhenn e o artista Kadhja Bonet ampliaram suas críticas, retirando suas músicas não apenas do Spotify, mas de outras plataformas de streaming, em um protesto mais amplo contra as práticas de grandes empresas de tecnologia. Burhenn destacou que não permitirá que suas canções sejam transformadas em armas.
A crescente insatisfação entre os artistas reflete uma mudança nas prioridades, onde questões éticas e políticas estão se tornando tão relevantes quanto as preocupações financeiras. A pressão sobre o Spotify pode sinalizar o início de um movimento mais amplo em busca de um modelo de streaming que respeite tanto os criadores quanto os valores éticos.
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