- Giorgio Armani faleceu em 4 de setembro, aos 91 anos.
- O testamento revelou que seus herdeiros devem vender 15% da marca em até um ano e até 54,9% em cinco anos.
- A venda prioriza grupos como LVMH e EssilorLuxottica.
- A Fundação Giorgio Armani, criada em 2016, será responsável por preservar seu legado e manter pelo menos 30% do capital da marca.
- As últimas coleções de Armani serão apresentadas na Semana de Moda de Milão, de 23 a 29 de setembro.
Giorgio Armani, o renomado designer italiano, faleceu em 4 de setembro aos 91 anos. Seu testamento, aberto recentemente, revela que seus herdeiros devem vender 15% da marca em até um ano e até 54,9% em cinco anos, priorizando grupos como LVMH e EssilorLuxottica.
O testamento, que inclui duas cartas manuscritas, foi registrado em Milão e estabelece diretrizes claras para a sucessão de um império avaliado em 12 bilhões de euros. A Fundação Giorgio Armani, criada em 2016, será responsável por preservar seu legado e garantir a continuidade da marca, que conta com 8.700 funcionários e 650 lojas ao redor do mundo.
Armani, que nunca teve filhos, deixou sua herança composta por obras de arte, propriedades e uma participação significativa na EssilorLuxottica. O designer sempre foi conhecido por seu controle rigoroso sobre a marca e, antes de falecer, expressou o desejo de que sua empresa permanecesse em boas mãos.
A fundação terá a propriedade total do grupo e deverá manter pelo menos 30% do capital. O executivo Pantaleo Dell’Orco, que foi seu braço direito, liderará as decisões estratégicas, com apoio de seus sobrinhos, que já atuam no conselho da fundação.
Em um momento de homenagem, as últimas coleções de Armani serão apresentadas durante a Semana de Moda de Milão, de 23 a 29 de setembro. Os desfiles de Emporio Armani e Giorgio Armani estão programados para os dias 25 e 28, respectivamente, reafirmando o compromisso da marca com a qualidade e a tradição que sempre caracterizaram o trabalho de Armani.
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