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Feiras equilibram exclusividade e atração de público jovem

Art Basel encara duelo entre elitismo e democratização do luxo, renomeando VIP para “collector and institutional relations” e testando acessibilidade em Paris

Art Basel Paris 2025 Courtesy of Art Basel
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  • O mercado de arte vive conflito entre a exclusividade para ultrarricos e o desejo de democratizar experiências, com salões mantendo certo elitismo.
  • Em Paris, a Art Basel realizou a Avant Première, com obras de alto valor e público que privilegiou galerias de grandes cifras, enquanto alguns expositores emergentes se sentiram marginalizados.
  • A organização substituiu o termo VIP por “collector and institutional relations” para atrair uma nova geração de compradores.
  • Iniciativas como Trauma e Basel Social Club testam a acessibilidade, com formatos de evento mais abertos, ainda que haja listas de convidados em alguns casos.
  • Mesmo com movimentos de inclusão, o acesso ainda é restrito em certos acontecimentos, sugerindo que a democratização deve ser gradual.

A disputa no mercado de arte segue entre exclusividade e democratização. Em Paris, a Art Basel realizou a edição de outubro com destaque para a Avant Première, preview de alto valor que expôs obras de sete a oito dígitos. A organização buscou equilibrar o clima entre compradores tradicionais e novos públicos.

Paralelamente, a feira mudou a nomenclatura de seu departamento de relacionamento com o varejo de arte. O termo VIP foi substituído por collector and institutional relations, em busca de uma imagem mais inclusiva para a nova geração de compradores.

Nova lógica de acesso e temas de inclusão

No Grand Palais, o ambiente de champagne e iluminação favoreceu galerias de alto valor, gerando sensação de exclusividade para alguns expositores emergentes que se sentiram marginalizados. A mudança linguística visa ampliar o alcance entre mulheres e jovens investidores, conforme o Global Survey de Colecionismo da Art Basel e UBS.

Trauma traz proposta de descontinuidade de padrões

Em espaço subterrâneo, a plataforma Trauma realizou uma pop-up que mistura arte, música e performance. Criada por Adrian Ghenie em 2018, a iniciativa desafia hierarquias do mercado ao trazer práticas marginalizadas para contextos tradicionais da cena.

Basel Social Club e a acessibilidade de entrada

Outra iniciativa, o Basel Social Club, funciona como evento de arte com ingressos gratuitos e sem mandatos comerciais formais. Mesmo assim, havia listas de convidados para Trauma, mantendo certa lógica de exclusividade em parte dos eventos.

Contexto mais amplo e opiniões do mercado

A discussão envolve um dilema antigo: a ideia de tornar o luxo mais democrático é tratada como meta complexa. A crítica aponta que a acessibilidade real depende de estruturas de evento, custos e da percepção de público e expositores.

Tendência e perspectivas futuras

Ao longo de 2024, varejo de arte, salões e museus tentam conciliar experiência, preço e badge de acesso. Donos de galerias e compradores tradicionais defendem segurança e qualidade, enquanto novos públicos pedem menos barreiras para participação.

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