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Ataque online coordenado insinuou que Taylor Swift apoiava ideias nazistas

Análise aponta campanha coordenada que associa Swift a símbolos nazistas; 3,77% de contas geram 28% da conversa e se conecta ao ataque a Blake Lively

Taylor Swift pictured in New York this week. Photograph: XNY/Star Max/GC Images
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  • Análise da plataforma Gudea acompanhou mais de 24.000 posts e 18.000 contas em 14 plataformas, de 4 a 18 de outubro, sobre Taylor Swift e rumores ligados a simbolismo nazista.
  • Dados indicam que 3,77% das contas geraram 28% da discussão sobre a cantora no período, com 35% dos posts entre 6 e 7 de outubro vindos de contas com comportamento de bots.
  • Houve coincidência de rede de amplificação entre narrativas que associavam Swift a Nazi e ataques a Blake Lively, aponta o estudo.
  • Alegações incluíram supostos laços com o movimento Maga e críticas à relação com o jogador Travis Kelce, além de ligações a símbolos de merchandise usados pela artista.
  • O material descreve disseminação inicial em espaços fringe, migrando para plataformas comuns, e cita o lançamento da série documental sobre a tour Eras no Disney+.

Um estudo da plataforma de inteligência comportamental Gudea analisou mais de 24 mil posts e 18 mil contas, entre 4 e 18 de outubro, em 14 redes sociais. O objetivo foi entender ataques coordenados que associaram Taylor Swift a símbolos nazistas e a narrativas de direita, e verificar conexões com campanhas contra Blake Lively.

A análise identificou que 3,77% das contas foram responsáveis por 28% da discussão sobre Swift no período. Além disso, 35% dos posts entre 6 e 7 de outubro vieram de contas com perfil bot-like. A investigação aponta sobreposição entre perfis que promoviam a narrativa extremista sobre Swift e ações contra Lively.

Segundo a equipe, houve uma rede de amplificação cruzada entre as narrativas envolvendo Swift e a atriz Lively, ligada a uma campanha de astroturf. Os relatos sugerem que conteúdos com supostos laços de Swift com o movimento Maga ganharam tração inicial em espaços fringe, migrando para plataformas mainstream.

O relatório afirma que a disseminação de afirmações sobre símbolos de Swift, como um colar com formato de raio, e supostas referências em letras, alcançou leitores que duvidavam da veracidade. A pesquisa descreve uma transformação de desinformação em discurso público, mesmo quando a origem é contestada.

A análise também sustenta que a cobertura gerou engajamento entre usuários que discordavam das acusações, contribuindo para o fortalecimento de correntes já existentes. Eventos de promoção, como o lançamento do álbum The Life of a Showgirl e de documentários na Disney+, aparecem citados como contextos de amplificação.

Caso específico citado é a série The End of an Era, com duas das seis partes já disponíveis no Disney+, que acompanha os bastidores da turnê Eras. A pesquisa aponta que campanhas de desinformação visam influenciar a percepção pública durante grandes lançamentos de celebridades.

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