- Um juiz de Los Angeles arquivou a ação por assédio sexual e agressão de Ashley Walters contra Marilyn Manson, dizendo que as alegações estão fora do prazo de prescrição.
- A decisão também cancelou o júri que estava marcado para o mês que vem.
- O juiz afirmou que não vê aplicação da regra de descoberta tardia sob as circunstâncias apresentadas. Walters pode recorrer.
- Walters afirma que foi manipulada pelo artista, que a teria submetido a abuso e violência durante o relacionamento profissional iniciado em 2010.
- Manson, de 56 anos, já firmou acordos extrajudiciais com outras accusers e negou as acusações.
O juiz da comarca de Los Angeles, Steve Cochran, decidiu nesta terça-feira rejeitar a ação por assédio sexual e agressões contra Marilyn Manson movida pela ex-assistente Ashley Walters, além de cancelar o julgamento marcado para o próximo mês. A decisão aponta que o prazo de prescrição foi extrapolado e que a alegação de descoberta tardia não pode ser aplicada.
Decisão judicial
Walters contestava abusos ocorridos entre 2010 e 2012, segundo a ação. Ela afirmou que Manson a manipulou para manter o vínculo profissional, sob pressão de poder do astro. O processo havia sido inicialmente arquivado em 2022, reaberto em recurso, e agora foi novamente extinto.
O que diz a decisão
O juiz explicou que o caso foi apresentado cerca de uma década após os fatos operativos, o que inviabiliza a aplicação da regra de descoberta tardia sob as circunstâncias. A defesa de Walters analisa a possibilidade de apelação, conforme informado pela advogada Kate McFarlane.
Posição de Manson e desfechos anteriores
Manson, também conhecido como Brian Warner, nega as acusações. O advogado do artista, Howard King, destacou que a decisão confirma que as alegações haviam sido injustamente apresentadas. O histórico envolve acordos extrajudiciais com outras acusadoras, e Walters não é a única a ter buscado reparação.
Contexto do caso
Walters ingressou com a ação em 2021, juntando-se a outras denúncias públicas contra Manson, que já haviam ganhado espaço na mídia. A ex-assistente afirmou que, ao longo do período, houve episódios de violência física e intimidação. A defesa sustenta que as acusações não têm embasamento jurídico sólido.
Desdobramentos
Com a extinção da ação, não houve condenação, apenas o encerramento do processo. Caso haja recurso, o tribunal pode reavaliar a decisão conforme os argumentos apresentados. A defesa de Walters ainda não confirmou se seguirá com recursos formais.
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