- Ludmilla desabafou após Marcão do Povo afirmar inocentado no processo de injúria racial, dizendo que a fala é enganosa e criticando o SBT.
- O apresentador afirmou, ao vivo no Primeiro Impacto, que teria sido inocentado; a cantora sustenta que o racismo foi reconhecido no processo e que ele não pagará pelos danos.
- Ela disse que o vídeo exibido não corresponde à realidade e que houve manobra para se livrar das consequências, além de afirmar estar emocionalmente abalada.
- Ludmilla informou que vai buscar medidas judiciais e criticou a forma como o assunto foi tratado no ar, o que, segundo ela, pode ter desinformado o público.
- O caso remonta a janeiro de 2017, quando Marcão do Povo chamou Ludmilla de “pobre macaca”; a condenação criminal foi anulada pelo STJ no fim de 2024 por vídeo editado, mas o processo cível continua.
Ludmilla desabafou nesta sexta-feira (19) após Marcão do Povo afirmar, ao vivo no programa Primeiro Impacto, do SBT, que teria sido inocentado pela Justiça no processo por injúria racial. A cantora contestou a versão apresentada pelo jornalista e criticou tanto o apresentador quanto a emissora. O desabafo ocorreu por meio de redes sociais.
Ela disse que a fala exibida no ar não condiz com a realidade do processo e classificou a postura como enganosa. A cantora afirmou que o racismo foi reconhecido no processo, e que Marcão do Povo não foi inocentado. Ainda segundo Ludmilla, a manobra busca livrar o jornalista de consequências.
Ela deixou claro que, mesmo sem condenação criminal vigente, o reconhecimento do ato racista permanece no processo cível. Ludmilla afirmou estar abatida ao ver o pronunciamento, e confirmou que pretende recorrer na Justiça. A cantora prometeu manter a luta.
Contexto do caso
O episódio que originou o processo ocorreu em janeiro de 2017, quando Marcão do Povo, então apresentador do Balanço Geral DF, chamou Ludmilla de pobre macaca durante uma transmissão ao vivo. A declaração gerou ampla repercussão negativa.
Marcão foi demitido pela Record e, depois, contratado pelo SBT, onde comanda o Primeiro Impacto. Ele chegou a ser condenado em instâncias inferiores, mas, no fim de 2024, o STJ anulou a condenação criminal por vídeo editado, o que não encerra a disputa na esfera cível.
A cantora move ação de indenização por danos morais, e tanto o Ministério Público quanto a defesa dela já recorreram da absolvição criminal. O processo cível continua em andamento.
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