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Vogue balls ganham espaço mainstream na Nova Zelândia

Māori e Pasifika impulsionam os vogue balls ao mainstream na Nova Zelândia, com Te Papa sediando o maior baile da cidade em outubro de 2025

Cypris Afakasi, known as Fatheir Fang Coven-Aucoin, participates in a vogue ball at Te Papa Tongarewa, New Zealand's national museum in October.
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  • Vogue balls ganham mainstream na Nova Zelândia, impulsionados por comunidades māori e pasifika.
  • Na capital Wellington, a Kiki House of Marama organiza balls e amplia a presença da cultura no país.
  • O Te Papa Tongarewa sediou, em outubro de 2025, o maior baile da cidade, reunindo cerca de 600 pessoas.
  • A cena combina dança, moda, drag e performance, com jurados que costumam premiar com “10s” ou “chopped”.
  • O movimento é visto como expressão de resistência, identidade e inclusão, mantendo raízes em Harlem e influências globais.

Vogue balls ganham espaço na Nova Zelândia, impulsionados por comunidades Māori e Pasifika. Em Wellington, a Kiki House of Marama organiza balls e o Te Papa Tongarewa sediou o maior baile da cidade em outubro de 2025, com apoio institucional e público de 600 pessoas. A prática, nascente em Harlem, chegou ao país há mais de uma década.

O evento no Te Papa reuniu bailarinos predominantemente Māori e Pasifika, com roupas exuberantes e coreografias de alto impacto. Juízes conferiram notas e premiaram performances, seguindo a tradição de competição típica do movimento ballroom.

Contexto histórico

Vogue balls nasceram em Nova York na década de 1960 como resistência a cenas racistas no drag. A cultura ganhou notoriedade mundial com Paris is Burning e influenciou a música e a moda, inclusive Madonna e RuPaul’s Drag Race.

Popularização institucional

No país, a cena ganhou visibilidade nos últimos anos, com o Te Papa abrindo espaço para manifestações culturais alternativas. A líder Karamera, de Wellington, destaca a importância de espaços acolhedores para comunidades Māori e Pasifika.

Organização e identidade

A Kiki House of Marama, baseada em Wellington, cresceu de encontros em casas para eventos de grande porte. Seu grupo já soma 16 membros, incluindo a figura conhecida como Fatheir Fang, que atua como mãe da casa.

Impacto cultural

A iniciativa coloca a ballroom como plataforma de expressão e resistência. Participantes afirmam que a presença institucional fortalece o senso de pertencimento e inspira novas gerações a se posicionarem com autenticidade.

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