Em Alta NotíciasConflitoseconomiaFutebolrelações internacionais

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Como voar inspirou a artista Precious Okoyomon em sua prática

A artista Precious Okoyomon, piloto recreacional, transforma a vista aérea em referência para dioramas e fábula na mostra em Paris

Telinha
Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Still from Precious Okoyomon’s Sky Song (2025)
0:00
Carregando...
0:00
  • A mostra It’s important to have ur fangs out at the end of the world, em Paris, fica em cartaz até 17 de janeiro na Mendes Wood DM, apresentando trabalhos recentes de Precious Okoyomon.
  • A exposição destaca a prática em expansão da artista, incluindo esculturas, papel de parede desenhado pela própria artista e um novo fábula com poesia como base do trabalho.
  • Três dioramas, pintados em óleo sobre placas de vidro e montados em caixas de luz, fazem referência direta à experiência de Okoyomon como piloto recreativa.
  • As cenas (~pastoral queimada) incorporam um sol antropomórfico, flores e ursos, explorando temas como ecologia industrial, resiliência da natureza e consequências para a humanidade.
  • Okoyomon comenta que observar o céu a partir do avião inspirou registro e arquivamento de imagens, citando que certas coisas só são visíveis do alto.

Precious Okoyomon, artista londrinense que também é piloto recreativo, expandiu sua prática com a experiência de voar em aviões monomotores. Em Paris, a primeira mostra com a Mendes Wood DM traz obras que dialogam com a visão obtida nas alturas.

A exposição It’s important to have ur fangs out at the end of the world está em cartaz no espaço permanente da galeria em Paris, apresentando esculturas, papel de parede assinado pela autora e um novo texto em prosa criado pela artista. A mostra fica em cartaz até 17 de janeiro.

Entre as peças, destacam-se três dioramas pintados a óleo sobre vidro, montados em caixas de luz. As cenas evocam um mundo pastoral em chamas, com o sol antropomórfico, flores e ursos; a obra dialoga com temas como ecologia industrial, resiliência da natureza e consequências para a humanidade.

Okoyomon afirma que, ao produzir os dioramas, a própria prática de voo gerou o registro de imagens de céu retiradas no celular durante voos. A artista aponta que certos aspectos só são visíveis do alto, como as cores e a fusão de paisagens.

A trajetória de Okoyomon envolve passagens por Reino Unido, Nigéria, Houston e Ohio antes de se estabelecer em Brooklyn. Nascida no Reino Unido, a artista cresceu no subúrbio de Cincinnati, onde a família mudou-se posteriormente.

Na juventude, a mãe financiou aulas de pilotagem em um aeroporto próximo de Cincinnati, em troca de trabalho na cozinha de um restaurante nigeriano. A obtenção da licença de piloto ocorreu antes da carteira de motorista. Hoje, o avião volta a surgir na vida da artista quando visita a mãe em Ohio.

A prática de voar conectou Ohio e Nova York na produção artística; a série Sky Songs nasceu após a mudança para a cidade e culminou em um vídeo em que Okoyomon lê uma das poesias a partir do cockpit, no ar. A autora descreve o céu como lugar de segurança e enraizamento.

Entre as referências, destaca-se a relação com artistas que também voaram. James Turrell é citado como exemplo proeminente de piloto, enquanto Roy Lichtenstein, Panamarenko e outros exploraram o tema do voo a partir de diferentes caminhos artísticos.

Para Okoyomon, o voo representa um projeto de longo prazo, inspirado por ideias de operar com aviões como parte de uma “ópera insana” sobre montanhas, um conceito que aponta para a dimensão cinematográfica e operística da prática. A mostra, no entanto, privilegia o foco na obra e na experiência da artista.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais