- O Adelaide Festival não substituiu o colunista judeu Thomas Friedman na programação de 2024, mesmo com a cobrança de 10 academics, incluindo Randa Abdel-Fattah.
- O premier de Adelaide, Peter Malinauskas, afirmou que houve remoção de Abdel-Fattah em 2026 e manteve o suporte à decisão tomada pelo conselho da instituição.
- Abdel-Fattah, acadêmica palestina, alegou hipocrisia e disse ter sido cancelada por sua identidade em virtude do ataque em Bondi, e não por suas ideias.
- O conselho do festival informou ter mantido a decisão de não nomear Abdel-Fattah, citando preocupações de “sensibilidade cultural” no contexto atual, sem atribuir ligação com o episódio de Bondi.
- A cobertura indicou que mais de setenta participantes já se retiraram do festival em 2026, conforme relatos de veículos britânicos.
O Conselho do Adelaide Festival afirmou que não retirou o colunista judeu Thomas Friedman do lineup de 2024, apesar da pressão de um grupo de 10 acadêmicos, incluindo Randa Abdel-Fattah. A declaração ocorre após o premier de South Australia, Peter Malinauskas, manter a versão de que Friedman foi excluído neste ano.
Malinauskas também defendeu a decisão de remover Abdel-Fattah do programa de escritoras/os de Adelaide em 2026, alegando motivos de sensibilidade cultural e vinculação aos acontecimentos recentes em Bondi. A gestão confirmou que Abdel-Fattah não participará da edição atual.
A Guardian Australia confirmou que mais de 70 participantes já se retiraram do evento até agora, elevando a proximidade da edição de 2026 a uma situação de alta tensão. Abdel-Fattah afirmou não haver hipocrisia, ressaltando que pediu a saída de Friedman em 2024 por comentários considerados desumanizadores.
Contexto do pedido de 2024
Em 6 de fevereiro de 2024, Abdel-Fattah e outros acadêmicos enviaram uma carta pedindo a revogação do convite a Friedman, que havia feito uma comparação polêmica entre o conflito no Oriente Médio e a vida animal. A resposta da organização, datada de 9 de fevereiro, manteve a programação sem Friedman.
Mudanças na programação de 2026
A diretora do festival, Louise Adler, inaugurou a virada de decisão ao justificar que Abdel-Fattah poderia apresentar riscos culturais após o ataque em Bondi. A nota oficial ressaltou que a decisão não envolve a relação com o episódio, mas sim a percepção de sensibilidade cultural no momento.
Repercussões e próximos passos
Abdel-Fattah afirmou que a remoção não foi em troca de assédio ou censura, e sim uma resposta a Graves de impacto social. Ainda não há data para a confirmação de outros nomes ou mudanças, e o governo de South Australia destacou que não interfere nas escolhas artísticas do conselho.
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