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Henri Castelli deixa o BBB após convulsão; entenda a condição do ator

Ex-BBB convive com sequelas de agressão física sofrida em 2020

Pedro Menezes
Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel

Nesta última quarta-feira (14), o ator e um dos participantes do BBB 26, Henri Castelli, saiu do programa após sofrer duas crises epilépticas no mesmo dia e foi orientado pela equipe médica a abandonar a competição para preservar sua saúde física. O que aconteceu? A primeira convulsão de Henri ocorreu durante a prova do líder, […]

Nesta última quarta-feira (14), o ator e um dos participantes do BBB 26, Henri Castelli, saiu do programa após sofrer duas crises epilépticas no mesmo dia e foi orientado pela equipe médica a abandonar a competição para preservar sua saúde física.

O que aconteceu?

A primeira convulsão de Henri ocorreu durante a prova do líder, por volta das 9h, quando o participante disputava uma prova de resistência e permaneceu em pé por cerca de dez horas. Após o episódio, ele foi encaminhado a um hospital próximo aos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, onde passou por uma bateria de exames e retornou à casa no período da tarde, por volta das 14h30.

Porém, menos de 30 minutos após a primeira convulsão, ele sofreu uma segunda crise, desta vez com as transmissões ao vivo interrompidas rapidamente pela produção. Ainda no programa, o ator afirmou que aquela havia sido a primeira vez que enfrentou crises epilépticas.

De acordo com o apresentador Tadeu Schmidt, o ex-BBB está lúcido, mas segue internado e sob observação médica até o momento da publicação desta matéria.

Em nota oficial, a emissora se pronunciou sobre a saída do ex-BBB:

“Como esclarecido há pouco no BBB, nesta quarta-feira pela manhã, durante a prova do líder, Henri Castelli teve uma crise convulsiva, foi atendido no ‘provódromo’ pela equipe médica e levado a um hospital para realização de exames. À tarde, após os resultados não apontarem qualquer problema, Henri retornou ao programa, mas teve uma nova crise. Ele, então, foi levado novamente ao hospital, onde ficou internado em observação. O ator, diante deste quadro, não seguirá no programa”

A primeira convulsão foi exibida ao vivo e gerou diversas discussões entre os fãs, que criticaram a demora no atendimento da produção e desencadeou debates nas redes sociais sobre a reação dos participantes, que, em sua maioria, optaram por permanecer na prova de resistência em vez de prestar ajuda ao colega.

Entenda a condição de Henri e o que é uma convulsão

Henri Castelli convive com parestesia crônica desde 2020, quando sofreu uma agressão física durante uma festa de pré-réveillon na Barra de São Miguel, em Alagoas. O ataque resultou em uma fratura exposta e sequelas graves no rosto, o que exigiu uma cirurgia para reconstrução da área. O ex-BBB já relatou que a sensação é como se a boca estivesse pendurada.

A parestesia crônica é uma condição em que a pessoa sente, de forma recorrente, formigamento, queimação, dormência ou sensação de picadas no corpo. Um exemplo comum é a dormência e o formigamento ao dormir sobre um braço, que, nesse caso, é uma manifestação temporária.

Uma das causas mais comuns está relacionada às neuropatias, ou seja, danos nos nervos, o que ocorreu com Henri no episódio de agressão. O trauma provocou lesões na região afetada e tornou a parestesia uma condição irreversível devido aos danos sofridos pelos nervos.

Já a convulsão pode ser comparada a um “curto-circuito” no cérebro, quando ele passa a funcionar de forma desorganizada por alguns instantes após uma descarga elétrica anormal. Muitas vezes, esse quadro é associado à epilepsia, mas nem toda convulsão caracteriza uma crise epiléptica.

Qual foi a causa da convulsão de Henri no BBB?

A causa da convulsão do ator ainda não foi confirmada oficialmente, mas alguns pontos já podem ser considerados para ajudar a entender o que ocorreu com seu corpo.

Primeiro, é importante entender que uma convulsão pode ocorrer com qualquer pessoa, dependendo de sua condição física e emocional no momento. No caso de Henri, ele participava de uma prova de resistência e estava há horas em pé, o que afetou não apenas o corpo, mas também o estado emocional, diante de fatores como pressão e estresse.

Além disso, causas comuns para o desencadeamento de uma convulsão incluem falta de glicose, conhecida como hipoglicemia, níveis baixos de sódio, desidratação e fatores como hipotermia e privação de sono. Grande parte dessas condições podem ter afetado Henri, que já estava há muito tempo sem se alimentar ou se hidratar durante a prova.

A sua condição também pode ter contribuído para o desencadeamento da convulsão. Lesões cerebrais podem aumentar o risco desse tipo de episódio ao deixar o cérebro mais sensível a estímulos externos.

A parestesia, por si só, não é uma lesão cerebral. No entanto, a gravidade das agressões sofridas por Henri, que causaram uma fratura na mandíbula, eleva a possibilidade de ele ter sofrido uma concussão ou outra lesão cerebral na ocasião. Esse histórico pode aumentar o risco de convulsão quando somado aos demais fatores enfrentados por ele no momento da prova.

O que fazer ao ver alguém sofrendo uma convulsão?

Primeiramente, é essencial identificar os sintomas de uma convulsão, que incluem espasmos, perda de consciência e salivação constante. Após reconhecer o quadro, o primeiro passo é posicionar a pessoa em um local seguro, deitada, onde não haja risco de queda ou de contato com objetos, além de afastar quem estiver ao redor.

Após isso, o principal é aguardar o fim da crise e manter os cuidados básicos. A pessoa deve ser colocada de lado para evitar engasgo com saliva ou vômito, ter óculos e acessórios retirados, roupas muito apertadas afrouxadas e, se possível, receber apoio sob a cabeça para mantê-la levemente elevada em relação ao corpo.

Por fim, é importante acompanhar a pessoa após ela recobrar a consciência, já que, em muitos casos, ela pode ficar confusa sem entender o que aconteceu. Dependendo da gravidade da crise ou da frequência com que os episódios ocorrem, também é indicado levá-la a um hospital para investigar a causa da convulsão.

Também é importante conhecer o que não deve ser feito ao presenciar uma crise. Em nenhuma situação se deve colocar objetos na boca da pessoa, pois isso pode causar lesões nos dentes ou na mandíbula. Não é indicado segurar ou tentar impedir os movimentos da vítima, nem oferecer água ou alimento até que ela recobre totalmente a consciência.

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