- Um juiz em Los Angeles manteve o caso de Tony Saxon contra Kanye West (Ye), que envolve a reforma de uma casa de Tadao Ando em Malibu, com julgamento marcado para o dia 2 de março.
- Saxon acusa Ye de contratá-lo para gerenciar as obras desde setembro de 2021 e de prometer vinte mil dólares por semana, porém pagou apenas uma vez.
- O processo alega que, durante reunião em 5 de novembro de 2021, Ye mandou remover eletricidade e janelas da casa, o que Saxon descreve como “perigo extremo”; ele também afirma que houve ameaça de expulsão e risco de incêndio.
- Ye tentou bloquear as reivindicações, alegando que Saxon não era contratado licenciado, mas o juiz decidiu que isso é de responsabilidade de um júri decidir e a ação continuará.
- A casa foi vendida por 21 milhões de dólares em setembro de 2024; Saxon também ingressou com ação separada contra Ye por suposta fim de vínculo e ônus indevido sobre o imóvel.
O juiz da comarca de Los Angeles manteve em andamento a ação movida pelo consultor de construção Tony Saxon contra o rapper Ye, ex-Kanye West. Saxon acusa Ye de contratar seus serviços para reformar a mansão projetada por Tadao Ando na Malibu, em 2021, e de expor a equipe a situações de risco extremo. A audiência desta quinta-feira rejeitou a tentativa de Ye de restringir o alcance da ação.
Segundo a ação, Saxon foi contratado para supervisionar as obras e garantir a segurança 24 horas no local, recebendo até 20 mil dólares por semana. O contrato previa trabalho presencial no terreno, com promessas não cumpridas de pagamento integral, o que motivou a abertura da ação em 2023.
A defesa de Ye argumentou que Saxon não era contratado licenciado, o que poderia inviabilizar o pleito de pagamentos, incluindo as taxas quinais. O tribunal decidiu que esses pontos devem ser avaliados em júri e que a ação permanece em curso, com data de julgamento marcada para 2 de março.
Desenvolvimento do caso e versão das partes
Saxon sustenta que, em 5 de novembro de 2021, Ye ordenou a retirada de energia elétrica e de janelas da residência, recorrendo a geradores internos que criavam risco de fogo. O autor afirma que recusou seguir a determinação, foi ameaçado e expulso do canteiro, encerrando sua participação no projeto.
O processo também aponta que Ye descreveu sua visão da casa como aberta, porém autossuficiente, com possível abrigo subterrâneo e ausência de eletricidade, portas, encanamento e escadas. Saxon alega ter sofrido lesões na lombar durante o andamento da reforma e busca reembolso de despesas médicas, salários não recebidos e compensação por danos emocionais.
A defesa de Ye não se pronunciou até o momento sobre o conteúdo da acusação. Na semana passada, Ye e seus advogados entraram com outra ação contra Saxon, alegando que o consultant e seus representantes teriam colocado uma hipoteca de 1,8 milhão de dólares sobre a mansão, além de pressionar o devedor por meio de campanhas de publicidade.
Em maio do ano passado, um juiz liberou a hipoteca ao considerar que não houve execução da garantia. A ação de Ye sustenta que a hipoteca prejudicou compradores e credores, elevando o risco de transação e alimentando reportagens sobre as finanças de Ye e a disponibilidade do imóvel.
A casa de Malibu foi vendida em setembro de 2024 por 21 milhões de dólares. O comprador, Steve Belmont, afirmou ao jornal local que pretende restaurar a propriedade para que pareça que a presença de Ye nunca ocorreu.
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