- O desfile masculino da Prada em Milão apresentou uma coleção “constrangedora” e declara a relação entre moda e mundo atual, com cortes desconstruídos para desafiar imagens de poder masculino corporativo.
- Raf Simons e Miuccia Prada disseram que o momento atual exige questionamentos e transformação, mantendo o foco na interação entre política e moda.
- A curadoria de peças destacou elementos distintos combinados em uma mesma produção, como punhos desfeitos e camadas inusitadas, mantendo objetivo de linguagem estética.
- Dolce & Gabbana enfrentou críticas por um casting aparentemente completamente branco no show The Portrait of Man, gerando debate sobre diversidade na moda.
- Celebridades e comentaristas nas redes sociais repercutiram a polêmica, com mensagens de condenação a possíveis atitudes racistas e lembranças de controvérsias anteriores da marca.
Prada apresenta suposição de moda que busca diálogo com o momento político, em Milão. Miuccia Prada e Raf Simons conduzem a linha masculina, dizendo que a coleção refletiu um tempo conturbado. O desafio foi traduzir o cenário atual em roupas.
A dupla afirmou que o desfile foi deliberadamente desconfortável, com peças que mistura elementos improváveis. Casacos sobrepostos a casacos, cores vibrantes e recortes desconstruídos marcaram o styling da apresentação.
Questionados sobre o papel do designer hoje, Simons disse que o questionamento diário é essencial. Segundo ele, a moda não pode ficar isolada, é preciso olhar ao redor e agir com sensibilidade.
Prada descreveu a coleção como resultado de mudanças em curso, reforçando que a marca busca transformar sem perder a essência. A proposta é manter a curiosidade, mesmo diante da incerteza.
Controvérsia em Milão: D&G com casting inteiramente branco
No mesmo fim de semana, Dolce & Gabbana enfrentou críticas pela presença de um casting supostamente formado apenas por modelos brancos, em uma coletiva intitulada The Portrait of Man. O tema gerou debates entre comentadores da indústria.
Comentários em redes sociais: observadores destacaram a escolha estética e a desconexão com a diversidade apresentando resistência a tais escolhas. Usuários apontaram o impacto da imagem na representatividade do setor.
Entre os impulsos de reação, houve lembranças de controvérsias anteriores envolvendo a marca, com episódios de 2012, 2016 e 2018 que reacenderam o debate sobre representatividade e grandes eventos da semana de moda.
A cobertura de Prada e Dolce & Gabbana ocorre em meio a discussões mais amplas sobre o papel da moda na sociedade e sua relação com políticas públicas, cultura e comunicação global.
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