- Valentino, estilista italiano de haute couture, morreu aos 93 anos, encerrando uma era da moda.
- Foi o primeiro italiano a aparecer nas passarelas exclusivas da haute couture em Paris.
- Confeccionou o vestido de casamento de Elizabeth Taylor e vestiu diversas vencedoras de Oscar, entre elas Sharon Stone e Penélope Cruz.
- Fundou a casa Valentino e a vendeu em 2008, encerrando sua atuação criativa na marca; seu último desfile foi em Paris, janeiro de 2008.
- A marca foi comprada pelo fundo Mayhoola, em 2012, por 700 milhões de euros; a Kering detém 30% desde 2023 e tem compromisso de aquisição total em 2026, adiado para 2028 no mínimo.
Valentino, ícone da haute couture italiana, morreu aos 93 anos. O falecimento encerra uma era marcada pela ousadia romântica e pela consolidação de um império sob seu nome. A notícia chega após décadas de influência no mundo da moda.
O designer nasceu em Voghera, perto de Milão, e abriu a ateliê em Roma em 1960. Seu estilo combinava georgette, chiffon e aplicações ricas, culminando na técnica exclusiva budellini. Ao longo da carreira, ganhou reconhecimento internacional.
Aos 50 anos, a carreira de Valentino ganhou parceria com Giancarlo Giammetti, que cuidava da gestão do negócio. Juntos, transformaram o ateliê em uma marca global, associada a vestidos de noite e a clientes de alto perfil.
Valentino tornou-se o primeiro italiano a desfilar na haute couture de Paris, fortalecendo a presença italiana no cenário fashion. Entre suas clientes estiveram Elizabeth Taylor, Jackie Kennedy e várias vencedoras de Oscar, ampliando o alcance de suas criações.
Em 2007, o designer anunciou a aposentadoria, encerrando a participação criativa da marca que, dois anos depois, realizou sua última apresentação em Paris. O negócio foi adquirido por um grupo de capitais do Qatar em 2012, por cerca de 700 milhões de euros.
Legado e trajetória empresarial
Giammetti comandou a parte administrativa, enquanto Valentino manteve o foco criativo. A dupla, mostrada no documentário Valentino: The Last Emperor, destacou a paciência necessária para acompanhar o ritmo do mundo da moda. A relação entre ambos foi marcada pela confiança profissional.
Além da moda, a dupla manteve um forte compromisso com as artes. Em 2025, a fundação abriu a galeria PM23, em Roma, próximo ao headquarters da marca, com a exposição Horizords/Red, dedicada à cor vermelha.
Valentino costumava falar sobre a busca pela beleza e pela sofisticação. Em entrevista, reforçou que as mulheres desejam sentir-se bonitas, o que guiou grande parte de suas criações ao longo de décadas.
O grupo Mayhoola for Investments mantém a marca desde 2012, com a Kering adquirindo participação de 30% em 2023 e planejando aquisição total entre 2026 e 2028. A empresa continua influente no setor de luxo, preservando o vocabulário estético de Valentino.
Entre na conversa da comunidade