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Frida Kahlo no Tate Modern: autorretratos, surrealismo e temas contemporâneos

Exposição na Tate Modern analisa o impacto de Frida Kahlo sobre mulheres artistas e sua relação com os Estados Unidos, com obras e artefatos pessoais

Frida Kahlo's Untitled [Self-portrait with thorn necklace and hummingbird] (1940) Nickolas Muray Collection of Mexican Art
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  • A exposição Frida: the Making of an Icon vai ao Tate Modern de 25 de junho a 3 de janeiro de 2027, destacando o impacto de Frida Kahlo em mulheres artistas na América e na Europa desde 1970.
  • O show reúne mais de trinta obras de Kahlo, fotografias e artefatos pessoais, incluindo referências à sua perda gestacional e à relação ambivalente com os Estados Unidos, segundo os curadores.
  • Entre as peças, está o retrato Self-Portrait with Thorn Necklace and Hummingbird (1940), apresentado pela primeira vez no Reino Unido, e a obra My Dress Hangs There (1933-38) que aborda sua visão dos EUA; também há a relação com o surrealismo a partir de Paris em 1939.
  • A curadoria enfatiza a ligação de Kahlo com o surrealismo, com a obra The Frame (1938) presente na mostra, além de retratos de artistas contemporâneas que a imitaram.
  • O percurso expositivo aborda a chamada Fridamania, com a influência da imagem da artista hoje em brinquedos, bonecas e até absorventes branding Frida Kahlo; a mostra faz escala no Museum of Fine Arts, Houston, até 17 de maio antes de chegar a outros espaços.

Frida Kahlo ganha exposição de destaque no Tate Modern, em Londres. A mostra, intitulada Frida: the Making of an Icon, acontece de 25 de junho de 2027 a 3 de janeiro de 2027. O foco é apresentar o impacto da artista mexicana sobre mulheres artistas na América Latina, nas Américas e na Europa.

Os curadores destacam que a exposição reúne mais de 30 obras de Kahlo, aliadas a fotografias e artefatos pessoais. Entre os itens está o retrato Self-Portrait with Thorn Necklace and Hummingbird, de 1940, exibido no Reino Unido pela primeira vez. A curadoria também aborda temas íntimos, como o sofrimento após uma miscariação.

Tobias Ostrander, co-curador, explicou que o conjunto também analisa a relação da artista com os Estados Unidos, com peças que refletem esse debate, incluindo My Dress Hangs There, de 1933-1938. A montagem traça ainda a ligação de Kahlo com o surrealismo, após a participação da artista em Paris em 1939.

A diretora de programa da Tate Modern, Catherine Wood, comenta que, na edição de 2005 da mostra, Kahlo já era uma figura rara em museus. Hoje, a obra é analisada como marco para o cânone de gerações futuras, conforme o espaço divulga.

A exposição é patrocinada pelo Bank of America. Além de Kahlo, há retratos de artistas contemporâneas que imitaram a artista, como Tracey Emin e Yasumasa Morimura. A narrativa propõe compreender o alcance de Kahlo na cultura popular.

A mostra também dedica espaço a aspectos pessoais, incluindo questões de fertilidade, com referências a quem cuidou de Kahlo após miscariação. A curadoria ressalta que o tema é apresentado com foco histórico e crítico, sem recorrer a linguagem sensacionalista.

Outra seção analisa a chamada Fridamania, destacando a presença da imagem de Kahlo em brinquedos, bonecas e itens de consumo. A mostra em Londres terá continuidade em Houston, nos Estados Unidos, onde já está em cartaz no Museum of Fine Arts até 17 de maio.

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