- Exposição Basquiat: Headstrong, no Louisiana Museum of Modern Art, Dinamarca, apresenta desenhos de cabeças humanas criados entre 1981 e 1983.
- As obras foram feitas em papel, muitas desenhadas no piso do estúdio, com sujeira e marcas visíveis; a maioria não foi incorporada a pinturas.
- Os desenhos de cabeça permaneceram quase ocultos até 1990, quando a Robert Miller Gallery realizou uma mostra com 142 trabalhos em papel, incluindo 27 cabeças.
- Um desenho conhecido como Untitled (1982) artou como objeto de destaque, vendendo por 110,5 milhões de dólares em 2017, feito recorde para um artista norte-americano na época.
- O catálogo da mostra traz entrevistas com o amigo de Basquiat, George Condo, e com artistas contemporâneos como Arthur Jafa, Julie Mehretu, Dana Schutz e Alvaro Barrington.
A exposição Basquiat: Headstrong chega ao Louisiana Museum of Modern Art, na Dinamarca, abrindo espaço para os primeiros desenhos de cabeças humanas do artista, criados entre 1981 e 1983. A mostra revela um conjunto pouco visto em vida.
Os desenhos, feitos em sua maioria no piso do ateliê, preservam marcas de sujeira, sola de tênis e traços de óleo. Muitos ficaram guardados no estúdio por anos antes de chegar ao público.
Basquiat, que começou cada obra com uma cabeça, explorou esse motivo de forma quase privada, sem reaproveitar o motivo em seus outros trabalhos. A mostra é a primeira a reunir esse conjunto específico.
Conteúdo da exposição
A mostra reúne obras de papel que não receberam o mesmo tratamento de divulgação na carreira do artista. A seleção inclui peças que permaneceram em circulação restrita até 1990, quando a Robert Miller Gallery realizou uma mostra em Nova York.
Entre as peças está Untitled (Man with Hat) de 1982, parte do conjunto de cabeças expostas. Os desenhos mantêm a qualidade contundente e o traço firme que caracterizava a prática de Basquiat.
Muitos trabalhos não trazem títulos, o que reforça a abertura de significados para o observador. O curador Anders Kold descreve as cabeças como formadas por planos que variam entre carne, crânios e máscaras, com tensões perceptíveis.
A exposição também contextualiza a relação de Basquiat com anatomia. A mostra destaca ligações com referências médicas, como previamente estudadas pelo artista desde a infância, e com o diálogo entre ciência e arte.
Contexto histórico e alcance
A retrospectiva de 1990, na cidade de Nova York, ampliou o público para 142 trabalhos em papel, incluindo 27 cabeças. O encontro ajudou a firmar a relevância dessas obras, até então vistas com ceticismo por parte de alguns museus.
Entre as peças em destaque está Untitled (1982), que foi leiloneada em 2017 por US$ 110,5 milhões, registrando-se como o maior preço pago por uma obra de um artista americano na época. Esse recorde sustenta a importância histórica do conjunto.
O catálogo da mostra traz entrevistas inéditas com George Condo, além de artistas contemporâneos como Arthur Jafa, Julie Mehretu, Dana Schutz e Alvaro Barrington, ampliando o diálogo entre gerações.
Basquiat: Headstrong permanece em cartaz no Louisiana Museum of Modern Art, em Humlebaek, Dinamarca, de 30 de janeiro a 17 de maio. A curadoria enfatiza o papel central da cabeça na prática do artista.
Entre na conversa da comunidade