- Na madrugada de sexta-feira, Maxiane, como líder, afirmou que Milena tem “rigidez cognitiva” por ter se frustado na Prova do Líder, gerando repercussão nas redes.
- A afirmação foi “validada” por Breno, que é biólogo, o que ampliou o debate entre fãs e especialistas.
- A psicóloga e neurocientista Maya Gaiato explicou que rigidez cognitiva envolve dificuldade de aceitar mudanças e não é, por si só, um diagnóstico.
- O perfil oficial de Milena no Instagram negou qualquer diagnóstico e afirmou que só uma equipe multiprofissional poderia emitir avaliação adequada.
- A nota também condenou comentários psicofóbicos, ressaltando que o autismo não define limites e que psicofobia é crime.
Nos últimos dias, a líder Maxiane voltou a protagonizar polêmica no BBB 26 ao afirmar, no quarto da casa, que Milena apresentaria rigidez cognitiva. A declaração ocorreu após a prova que definiu a nova liderança e ganhou repercussão nas redes, gerando debates sobre saúde mental entre rivais e público.
A fala de Maxiane foi acompanhada pela validação de Breno, que atua como biólogo dentro do clima de confinamento. A discussão chamou a atenção pela possibilidade de diagnóstico descrevendo traços de Milena, ainda sem formação na área de psicologia.
O que é rigidez cognitiva, explica especialista
A psicóloga e neurocientista Maya Gaiato tratou o tema em sua análise, esclarecendo que a rigidez cognitiva envolve dificuldade para aceitar mudanças em relação a expectativas e rotinas mentais. Segundo a professora, esse padrão pode surgir quando cenários variam e a tolerância diminui.
Ela ressaltou que, em crianças, esse comportamento costuma ser visto como birra, mas pode dificultar a socialização se não for acompanhado por estratégias de adaptação. Em estudos, a rigidez pode aparecer como resposta a mudanças repetidas de ambiente ou de regras.
A posição da equipe de Milena
Diante da repercussão, o perfil oficial de Milena no Instagram comentou o caso, negando qualquer diagnóstico. A nota afirma que não há comprovação clínica de TEA (Transtorno do Espectro Autista) e que o diagnóstico só pode ser feito por equipe multiprofissional em condições adequadas.
A publicação reforça o repúdio a comentários psicofóbicos dentro e fora do programa. O texto lembra que pessoas autistas possuem diversidade de características e merecem respeito, sem estereótipos ou reducionismos.
Impacto e contexto
A equipe de Milena destaca que, durante o confinamento, é comum que traços de comportamento sejam interpretados de várias formas, sem avaliação clínica. A situação evidencia a necessidade de linguagem cuidadosa ao discutir saúde mental em ambientes de entretenimento.
Especialistas lembram que observar traços de TEA em um contexto de reality show não equivale a diagnóstico e reforçam a importância de evitar rótulos pejorativos. A discussão traz à tona a responsabilidade de comentaristas e participantes ao tratar de saúde mental.
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