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Michael Jackson detalha pensamentos sobre crianças em áudio inédito

Áudios inéditos de Michael Jackson mostram que crianças se encantavam com sua personalidade e queriam tocá-lo, às vezes lhe causando problemas, segundo documentário sobre o caso

Michael Jackson arrives at the Santa Barbara county courthouse, in Santa Maria, California, on 17 March 2005.
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  • Trechos de áudio inéditos de Michael Jackson aparecem em um novo documentário da Channel 4, produzido pela Wonderhood Studios, nos quais ele diz que crianças gostam da sua personalidade e querem tocar e abraçar, o que às vezes o colocava em apuros.
  • O material acompanha o foco do seriado The Trial, que revisita a absolvição dele em um julgamento por abuso sexual de menor, realizado por 14 semanas próximo a Los Angeles, em 2005.
  • O New York Post citou uma fala atribuída a Jackson, segundo a qual, se não pudesse ver mais nenhuma criança, “eu me mataria”.
  • A produção busca ir além do circo midiático em torno do caso e levantar questões sobre fama, raça e o sistema de justiça americano.
  • Em 13 de junho de 2005, um júri declarou Jackson não culpado de todas as acusações; ele faleceu em 2009, aos 50 anos.

Michael Jackson aparece em áudio inédito em documentário que estreia nesta semana. Trechos gravados revelam o artista comentando que crianças se encantavam com sua personalidade e que, por vezes, esse envolvimento o colocava em situações complicadas. A obra é produzida pela Wonderhood Studios.

O documentário The Trial, em quatro partes, analisa a absolvição do astro após um julgamento ocorrido em 2005, próximo a Los Angeles. O material audiovisual destaca perguntas sobre fama, raça e o sistema judiciário norte‑americano, superando a cobertura da época.

Contexto legal e desdobramentos

Antes da absolvição, Jackson foi acusado de abuso sexual de menor, fornecer álcool a um menor e manter uma criança e a família sob controle em Neverland, Califórnia. As acusações surgiram a partir do documentário Living with Michael Jackson, exibido em 2003.

Em março de 2005, Jackson declarou ser inocente e afirmou que as denúncias tinham motivações de difamação. Em 13 de junho de 2005, a jury o considerou não culpado em todas as acusações.

Vida após o caso e notas sobre a produção

Quatro anos após o veredicto, o cantor faleceu aos 50 anos, em decorrência de intoxicação aguda pelo anestésico Propofol. O médico particular, Dr. Conrad Murray, foi condenado por homicídio culposo e cumpriu pena de quase dois anos, em contexto posterior ao período retratado no documentário.

A obra de Wonderhood Studios promete contextualizar o episódio judicial com perguntas mais amplas sobre a cultura da celebridade e o tratamento de casos envolvendo crianças, buscando uma compreensão mais ampla do tema.

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