- Um comediante indonésio de destaque, Pandji Pragiwaksono, foi chamado pela polícia em Jacarta na sexta-feira por supostas queixas públicas sobre o material usado em seu show no Netflix, que estreou em 27 de dezembro.
- O programa inclui comentários satíricos sobre política e democracia da Indonésia, incluindo a eleição de 2024, e dura quase duas horas e meia.
- A eleição foi vencida pelo general reformista Prabowo Subianto, que hoje é presidente do país de maioria muçulmana.
- Pragiwaksono criticou duas maiores organizações muçulmanas do país, Nahdlatul Ulama e Muhammadiyah, por receberem concessões de mineração do governo durante a presidency de Jokowi; o filho de Jokowi foi companheiro de chapa de Prabowo e posteriormente tornou-se vice-presidente.
- Ao todo, são cinco boletins de ocorrência; dois deles, movidos por membros das alas jovens de Nahdlatul Ulama e Muhammadiyah, alegam difamação e blasfêmia. O comediante ainda não foi formalmente acusado.
O comediante indonésiano Pandji Pragiwaksono foi convocado pela polícia, nesta sexta, por supostas queixas públicas sobre o material utilizado em seu show de stand-up. A instituição confirmou a custódia do artista, ainda sem denúncia formal.
O especial foi ao ar na Netflix em 27 de dezembro e aborda política, democracia e a eleição de 2024 na Indonésia. O conteúdo gerou críticas entre setores conservadores e dividiu opiniões entre defensores da liberdade de expressão.
Contexto das acusações
Pragiwaksono também criticou Nahdlatul Ulama e Muhammadiyah por uma concessão de mineração durante a presidência de Jokowi. O presidente eleito foi Prabowo Subianto, que hoje ocupa o cargo.
Detalhes legais e participação das partes
O show, com quase duas horas e meia, motivou cinco queixas formais registradas pela polícia. Dois relatos partiram de ligados às juventudes das duas organizações religiosas, que alegam difamação e blasfêmia.
Situação do artista e próximos passos
A delegacia de Jakarta informou que o comediante está em custódia, sem que haja imputação formal até o momento. O advogado Haris Azhar afirmou que Pragiwaksono deve apresentar sua versão dos fatos à polícia.
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