- Cinco anos após a morte de Chadwick Boseman, a viúva Simone Ledward Boseman fala sobre luto, privacidade e a proteção de seu legado.
- Boseman mantinha o diagnóstico de câncer colorretal em segredo desde 2016, mesmo atuando em filmes importantes como Pantera Negra.
- O revival da peça Deep Azure, escrita por Boseman, estreia no Shakespeare’s Globe, em Londres, com Simone envolvida na preparação para o público britânico.
- Em relação ao legado, ela afirma: “não tenho que criar o legado dele, apenas protegê-lo”, e participou de ajustes no filme Wakanda Forever para homenageá-lo.
- Fora dos holofotes, Simone planeja abrir um bar de vinhos em Vallejo e segue carreira musical under o nome sahn, com o segundo álbum Garden previsto para maio.
Simone Ledward Boseman, viúva de Chadwick Boseman, fala pela primeira vez em detalhes sobre a perda do marido e sobre como protege seu legado. Ela concedeu a entrevista para coincidir com a pré-estreia britânica da peça Deep Azure, em cartaz no Shakespeare’s Globe, em Londres.
A morte de Boseman, em agosto de 2020, aos 43 anos, chocou o mundo. O ator, famoso por Black Panther, mantinha em segredo o diagnóstico de câncer colorretal desde 2016. Mesmo durante o tratamento, ele trabalhou em sete filmes e realizou inúmeras aparições públicas.
Ledward Boseman explica que a privacidade do casal sempre foi prioridade. O círculo próximo era estreito, incluindo apenas alguns familiares e amigos, além da terapeuta e da mãe. A imprensa recebia informações somente quando o casal autorizava.
O casal se conheceu em 2014, no Hollywood Bowl, onde Boseman se apresentava; ela trabalhava como executiva de eventos. O primeiro encontro foi marcado por um momento de hesitação, seguido de proximidade e um segundo encontro em que surgiram afinidades. Eles passaram a morar juntos, mudando-se para um lar em Franklin Village, Los Angeles.
Com o surgimento de Captain America: Civil War, a exposição midiática aumentou. Ledward Boseman lembra de confrontos com críticas por sua herança, em meio ao crescimento da atenção ao relacionamento. Mesmo diante de críticas, o casal manteve a privacidade sobre a vida amorosa.
Após a morte, a viúva passou a cumprir apenas alguns compromissos públicos, em parte para honrar o legado de Boseman. Em 2022, a Marvel lançou Wakanda Forever, deixando claro que o personagem T’Challa não seria recastado. Ledward Boseman manteve contato próximo com o diretor Ryan Coogler durante o processo de reedição do filme.
Em 2023, Ledward participou da Casa Branca, em março, ao discursar sobre o câncer colorretal e apoiar comunidades negras afetadas pela doença. Ela ressalta o objetivo de não reduzir a vida de Boseman à doença, buscando ampliar a conscientização sem perder a dimensão humana do artista.
Nesta semana, Deep Azure retorna aos palcos londrinos, em uma temporada de nove semanas no Shakespeare’s Globe. A peça, escrita por Boseman, aborda o luto de um jovem negro diante da morte de um homem desarmado. A direção é de Tristan Fynn-Aiduenu, que afirma querer que o público reconheça a vida multifacetada de Boseman, inclusive sua atuação como dramaturgo.
Ledward Boseman não leu o texto completo da peça antes da morte do marido, mas autorizou ajustes para contextualizar o público britânico. Ela participa do projeto apenas parcialmente, mantendo a privacidade sobre o conteúdo total, em respeito ao modo com que Chadwick conduzia seus trabalhos.
Ela relembra 2018 como ano marcante, quando Black Panther teve enorme sucesso de bilheteria. O casal vivenciou um período de remission, fortalecendo sua relação, que acabou sendo abalada pela recidiva da doença. Hoje, a viúva está residindo em Vallejo, na Califórnia, e planeja novos projetos, incluindo um bar de vinhos no bairro onde cresceu, além de seguir a carreira musical sob o nome sahn, com lançamento do segundo álbum, o garden, previsto para maio.
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