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Ai Weiwei enfrenta votação na Royal Academy de Londres após tuíte sobre Gaza

Royal Academy of Arts de Londres mantém Ai Weiwei como Academician após votação sobre tweet controverso sobre Gaza

Ai Weiwei at Schloss Leopoldskron in Salzburg, Austria, in 2024
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  • O Royal Academy of Arts (RA), em Londres, realizou votação sobre a permanência de Ai Weiwei como Academician após críticas a um tuíte sobre a guerra em Gaza, decidindo manter o artista no quadro.
  • Ai Weiwei afirmou ter enfrentado voto de desconfiança entre Academicians após o tuíte controverso sobre o conflito Israel-Hamas, publicado no fim de 2023 e posteriormente excluído.
  • O RA informou que o Conselho e a Assembleia Geral discutiram o caso e decidiram não tomar novas medidas, mantendo a decisão anterior.
  • A instituição explicou que uma proposta de texto para a RA Magazine foi retirada e que houve redução na seção de resenhas de livros escritas pelo artista, sem espaço para o material.
  • O RA reiterou defesa da liberdade de expressão e disse que a pluralidade de vozes é central, mantendo o compromisso com o diálogo artístico.

Ai Weiwei teve uma votação interna na Royal Academy of Arts (RA) de Londres sobre sua inclusão como Academician após um tuíte polêmico sobre Gaza. A gestão do caso ocorreu no âmbito da instituição, que decidiu manter o artista como Academician.

O tuíte, publicado no final de 2023 e depois apagado, tratou do conflito Israel-Hamas. A galeria Lisson, que representa o artista, adiou uma exposição em resposta às mensagens. A RA reconheceu a controvérsia gerada pelo post.

O pleito interno ocorreu depois de denúncias de antisemitismo associadas ao tuíte. A RA informou que o Conselho e a Assembleia Geral, formada por todos os Academicians, discutiram o tema e optaram por não tomar novas medidas naquele momento.

Segundo a RA, Ai Weiwei foi procurado pela assessoria para colaborar com uma peça para a edição de primavera de 2026 da revista da instituição, sobre seu livro atual. O envio do texto foi feito, mas não houve espaço na edição.

A instituição ressaltou a defesa da liberdade de expressão e a pluralidade de vozes como pilares, mantendo o compromisso com o pensamento livre dentro de um ambiente institucional.

Ai Weiwei já havia sido nomeado Internacional Royal Academician em 2011. O artista, que vive entre Lisboa e outros lugares, é conhecido por críticas aos governos e por defesa dos direitos humanos. A controvérsia segue repercutindo no circuito artístico.

Em material recente, Ai discute censura e liberdade de expressão, destacando tensões entre diferentes formas de indução ideológica em sociedades distintas, inclusive no ocidente.

Aos interessados, está programada a exposição Ai Weiwei: Button Up! no Aviva Studios, em Manchester, entre 2 de julho e 6 de setembro. A mostra incluirá uma obra nova feita com 30 toneladas de botões de uma fábrica de Londres.

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