- O Royal Academy of Arts (RA), em Londres, realizou votação sobre a permanência de Ai Weiwei como Academician após críticas a um tuíte sobre a guerra em Gaza, decidindo manter o artista no quadro.
- Ai Weiwei afirmou ter enfrentado voto de desconfiança entre Academicians após o tuíte controverso sobre o conflito Israel-Hamas, publicado no fim de 2023 e posteriormente excluído.
- O RA informou que o Conselho e a Assembleia Geral discutiram o caso e decidiram não tomar novas medidas, mantendo a decisão anterior.
- A instituição explicou que uma proposta de texto para a RA Magazine foi retirada e que houve redução na seção de resenhas de livros escritas pelo artista, sem espaço para o material.
- O RA reiterou defesa da liberdade de expressão e disse que a pluralidade de vozes é central, mantendo o compromisso com o diálogo artístico.
Ai Weiwei teve uma votação interna na Royal Academy of Arts (RA) de Londres sobre sua inclusão como Academician após um tuíte polêmico sobre Gaza. A gestão do caso ocorreu no âmbito da instituição, que decidiu manter o artista como Academician.
O tuíte, publicado no final de 2023 e depois apagado, tratou do conflito Israel-Hamas. A galeria Lisson, que representa o artista, adiou uma exposição em resposta às mensagens. A RA reconheceu a controvérsia gerada pelo post.
O pleito interno ocorreu depois de denúncias de antisemitismo associadas ao tuíte. A RA informou que o Conselho e a Assembleia Geral, formada por todos os Academicians, discutiram o tema e optaram por não tomar novas medidas naquele momento.
Segundo a RA, Ai Weiwei foi procurado pela assessoria para colaborar com uma peça para a edição de primavera de 2026 da revista da instituição, sobre seu livro atual. O envio do texto foi feito, mas não houve espaço na edição.
A instituição ressaltou a defesa da liberdade de expressão e a pluralidade de vozes como pilares, mantendo o compromisso com o pensamento livre dentro de um ambiente institucional.
Ai Weiwei já havia sido nomeado Internacional Royal Academician em 2011. O artista, que vive entre Lisboa e outros lugares, é conhecido por críticas aos governos e por defesa dos direitos humanos. A controvérsia segue repercutindo no circuito artístico.
Em material recente, Ai discute censura e liberdade de expressão, destacando tensões entre diferentes formas de indução ideológica em sociedades distintas, inclusive no ocidente.
Aos interessados, está programada a exposição Ai Weiwei: Button Up! no Aviva Studios, em Manchester, entre 2 de julho e 6 de setembro. A mostra incluirá uma obra nova feita com 30 toneladas de botões de uma fábrica de Londres.
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