Ricky Martin entrou para a história do Super Bowl LX ao aparecer no palco principal do evento, algo inédito para o artista que marcou as décadas de 1990 e 2000 e ajudou a abrir espaço para a música latina no mainstream. A presença foi como uma “conexão geracional” com Bad Bunny, outro porto-riquenho que hoje […]
Ricky Martin entrou para a história do Super Bowl LX ao aparecer no palco principal do evento, algo inédito para o artista que marcou as décadas de 1990 e 2000 e ajudou a abrir espaço para a música latina no mainstream.
A presença foi como uma “conexão geracional” com Bad Bunny, outro porto-riquenho que hoje ocupa o centro da indústria e da atenção global.
A música como recado político: Porto Rico em cena
A participação aconteceu em “Lo Que Le Pasó a Hawaii”. Na faixa, Bad Bunny usa o Havaí como metáfora para discutir colonização e o risco de Porto Rico perder identidade cultural diante do turismo predatório.
Ao assumir o microfone nessa música, Ricky Martin ampliou o sentido da cena, associando seu próprio legado a um tema que ultrapassa entretenimento e toca diretamente a história política da ilha.
O peso político também vem do passado recente: Ricky Martin e Bad Bunny estiveram lado a lado nos protestos de 2019, em San Juan, que pressionaram e culminaram na queda do então governador de Porto Rico.
Aparecerem juntos, agora diante de uma audiência gigantesca, funcionou como lembrete de que o pop latino, em certos momentos, vira também uma linguagem de mobilização.
O “sumiço” e a volta sob holofotes máximos
Nos últimos anos, Ricky Martin esteve menos presente no noticiário e em grandes aparições públicas, mantendo uma postura mais discreta após um período de intensa exposição.

Esse afastamento parcial ajudou a reforçar a leitura de que o Super Bowl marcou não apenas uma participação especial, mas também um retorno simbólico ao centro da cena cultural americana, agora em um contexto carregado de significado político.
Reação de Trump
Nas horas seguintes, a apresentação virou alvo de disputa nas redes. Donald Trump criticou o show na Truth Social, com ataques ao idioma e à coreografia.

Mesmo sem responder diretamente, a imagem de Ricky Martin no palco foi incorporada ao debate como símbolo de uma cultura latina que se tornou incontornável no maior evento esportivo da TV dos Estados Unidos.
A repercussão também se alimenta do tamanho do personagem. Ricky Martin, hoje com 54 anos, nasceu em San Juan, começou ainda adolescente no Menudo e acumulou hits globais como “Livin’ la Vida Loca” e “La Copa de la Vida”. Atualmente, é uma referência ativismo LGBTQIA+.
Esse histórico ajuda a explicar por que poucos minutos no Super Bowl foram suficientes para transformar uma participação especial em narrativa política.
Entre na conversa da comunidade