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Participante do ANTM afirma que produção teria enquadrado assédio como traição

Shandi Sullivan afirma que produtores de America’s Next Top Model enquadraram o suposto assalto sexual como traição, episódio ocorrido em Milão em 2003 e gravado

“America’s Next Top Model” alum Shandi Sullivan, pictured here during Season 2, has accused the show’s producers of framing her alleged sexual assault as a cheating storyline.
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  • Shandi Sullivan, ex-participante de America’s Next Top Model, afirma que a produção enquadrou o suposto assédio sexual como uma traição, na narrativa do programa.
  • O incidente teria ocorrido durante uma viagem a Milão em 2003, na segunda temporada, quando modelos foram a várias “go-sees”.
  • Sullivan diz que umModel masculino estava por cima dela enquanto ela estava inconsciente e que ninguém interrompeu a situação; o episódio tería sido filmado.
  • No dia seguinte, ela acordou chorando, com a impressão de que tudo foi mostrado pela produção para retratar traição, não abuso.
  • O documentário Reality Check: Inside America’s Next Top Model, com depoimentos sobre o tema, será lançado pela Netflix em quinze de fevereiro.

O ex-participante Shandi Sullivan acusa a produção de American’s Next Top Model de enquadrar um suposto abuso sexual como uma história de traição. O relato faz parte da documentação do documentário Reality Check: Inside America’s Next Top Model, com estreia na Netflix em 16 de fevereiro. O episódio traz a lembrança do episódio ocorrido durante a segunda temporada, em Milão, em 2003.

Segundo Sullivan, a viagem de modelo para Milão envolvia uma sequência de encontros para apresentações com clientes. A narrativa teria ganhado contornos de boato entre as pessoas presentes, mas o ponto central seria um ataque sexual supostamente cometido por um modelo masculino enquanto ela estava alcoolizada. A participante afirma que as câmeras registraram o que ocorreu.

A artista afirmou que, ao acordar no dia seguinte, percebeu o que houve e ficou abalada, chegando a passar por momentos de extremo abalo emocional. Em entrevistas, a acusação é de que a sequência foi enquadrada pela produção como uma história de infidelidade, em vez de uma denúncia de agressão.

Ken Mok, produtor-executivo da série, disse que o programa foi apresentado como um documentário, com câmeras acompanhando as participantes 24 horas por dia. A afirmação sugere que a equipe estava ciente de que tudo seria registrado, sem intervenções diretas para embargar situações.

A narrativa de Sullivan também aborda o fim do relacionamento com o então namorado, que a acompanhou após o programa. Ela descreve dificuldades de convivência pública e constrangimentos que teriam surgido após a exibição de cenas relacionadas ao incidente.

A produção de ANTM e o histórico da equipe foram responsáveis por decisões que, segundo Sullivan, deveriam ter impedido que situações assim se repetissem durante as gravações. A reportagem cita ainda a reação de outros envolvidos na época, sem comentar publicamente sobre as consequências para as pessoas citadas na trama.

A disponibilização do documentário acontece em meio a discussões sobre responsabilidade de programas de reality show em casos de violência sexual. A Netflix não divulgou novas informações adicionais além das anunciadas para o lançamento da série.

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