- Rebaixada hoje do Grupo Especial, a Acadêmicos de Niterói desfilou com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” em 79 minutos, sendo a primeira escola a homenagear um presidente em exercício.
- A escola recebeu verba do governo federal: acordo assinado em 19 de janeiro prevê o repasse de R$ 12 milhões para as doze agremiações do Grupo Especial (R$ 1 milhão para cada uma), além de subvenções de prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói.
- O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou liminar contra a escola, mas afirmou que não é salvo-conduto; o Partido Novo alegou propaganda eleitoral antecipada e pediu a suspensão da transmissão e a remoção de vídeos.
- O desfile contou com artistas interpretando Lula, Dona Lindu e Marisa Letícia; cada uma das 25 alas tinha cerca de 150 integrantes.
- O presidente chegou à avenida, beijou o pavilhão da escola e acompanhou boa parte do desfile no chão, ao lado do prefeito do Rio, enquanto a primeira-dama não desfilou, sendo substituída pela cantora Fafá de Belém; ministros não estiveram presentes.
A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada hoje do Grupo Especial após desfilar com o enredo em homenagem a Lula, o presidente. O desfile causou polêmica desde a divulgação do tema, em julho do ano passado, gerando debates fora da avenida.
Pelo primeiro desfile no Grupo Especial, a escola apresentou o enredo Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil. Ao longo de 79 minutos, a agremiação retratou a infância do petista e sua trajetória até a terceira candidatura à Presidência. A homenagem ocorreu em meio a questionamentos sobre uso político do carnaval.
A escola recebeu financiamento do governo federal e de prefeituras. O Ministério da Cultura e a Embratur firmaram acordo para repassar 12 milhões de reais a 12 escolas do Grupo Especial, equivalentes a 1 milhão por escola, além de subvenções locais. O tema também gerou críticas entre adversários sobre eventual uso eleitoral.
Aspectos legais e contorno político
O TSE rejeitou, na semana passada, liminar contra a escola, mas alertou que o evento não é salvo-conduto para ilícitos eleitorais. A decisão foi tomada sem impedimento total ao desfile, segundo a presidência do tribunal. O Partido Novo protocolou a ação, alegando propaganda eleitoral antecipada.
Ao julgar o caso, ministros destacaram riscos de desvios durante eventos de carnaval. Houve ressalvas de André Mendonça e Kassio Nunes Marques, indicados do ex-presidente Bolsonaro, sobre a definição de beneficiados e a relação com candidaturas futuras. O Novo pediu ainda a suspensão de transmissões e retirada de vídeos das redes da escola.
Desfile e participação de figuras públicas
Artistas globais interpretaram Lula, Dona Lindu e Marisa Letícia, com cada personagem distribuído entre as 25 alas, formadas por cerca de 150 componentes. Lula esteve na pista, beijando o pavilhão da escola, acompanhado do prefeito do Rio, Eduardo Paes. O grupo ficou em frente ao camarote municipal por boa parte da passagem.
A presença de ministros ficou fora do desfile: não compareceram, atuando na plateia e em seus veículos oficiais, junto com apresentadores e outras celebridades que compuseram a comitiva. A primeira-dama, esperada para desfilar, foi substituída pela cantora Fafá de Belém, que dividiu espaço com outras figuras públicas. A substituição ocorreu após pressão ligada à Casa Civil e ao contexto eleitoral.
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