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Blusa usada por Pelé em 1966 chega a Bad Bunny em SP

Camisa de Pelé, de 1966, ganha palco com Bad Bunny em São Paulo, conectando colecionador, stylist e homenagem histórica ao futebol brasileiro

Jaqueta usada por Pelé em 1966.
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  • Bad Bunny vestiu uma camisa original de Pelé de 1966 no show em São Paulo, repetindo homenagem a um astro do futebol.
  • A ponte para a peça veio de um trio de amigos que conheceu o stylist do cantor em um bar e conectou a produção ao maior colecionador de camisas de futebol do mundo, Cássio Brandão.
  • Brandão, que é referência mundial com mais de seis mil camisas e aparece no Guinness Book, mantém parte do acervo sem interesse de venda, incluindo a peça de Pelé.
  • Além da camisa de Pelé, Bad Bunny usou uma polo retrô da seleção brasileira da Copa do Mundo de 1962 durante o evento.
  • O cuidado com as peças foi registrado pela equipe: após o uso, as camisas passaram por limpeza e tratamento especial para preservar fibras e odores, mantendo a peça em condições adequadas.

Dois shows de Bad Bunny em São Paulo terminaram com um gesto inédito: a exibição de itens históricos do futebol, conectando Pelé a um dos maiores nomes da música latina. A peça central foi um agasalho usado pelo Rei do Futebol no Mundial de 1966, que ganhou nova função no palco do Allianz Parque.

A ponte entre o acervo e o astro veio por meio de três amigos, que conheciam o stylist do cantor em um bar. Eles apresentaram o colecionador Cássio Brandão, dono do Alambrado FC, reconhecido pela Guinness World Records como o maior colecionador de camisas de futebol do mundo.

Conexão entre Pelé, Bad Bunny e São Paulo

No sábado anterior ao show, Marvin Linares, stylist de Bad Bunny, esteve no escritório de Brandão acompanhado por Gabriel Lira e Dan Moreira. A equipe avaliou peças, incluindo um agasalho de 1958, outro de 1966 da coleção dedicada a Pelé e uma camisa da Copa de 1978 de Valdir Peres. Bad Bunny escolheu as peças, que ficaram expostas no Museu do Futebol.

Além da camisa de Pelé, o artista vestiu uma polo retrô da seleção brasileira de 1962 durante a apresentação subsequente, fortalecendo a homenagem ao bicampeonato mundial. A operação envolveu uma logística cuidadosa para preservar as peças históricas.

Cuidados e logística durante o uso

A produção assinou um contrato rápido para sacar as camisas do escritório do Alambrado, com retorno no dia seguinte para avaliação. Técnicas de conservação, como controle de temperatura, iluminação adequada e uso de luvas, foram aplicadas. A peça retornou molhada de suor, com marcas da celebração, e recebeu tratamento específico para evitar danos.

O responsável pelo acervo descreveu o processo: banhos de sol leves, aplicação de solução para odor e limpeza constante das fibras. O objetivo foi manter a integridade histórica das camisas, consideradas patrimônios de memória esportiva.

Contexto e protagonismo da história

Caco de Souza, Julio Soares e Dan Moreira atuaram como ponte entre a equipe de produção de Bad Bunny e Brandão. A aproximação aconteceu após encontro em um bar de São Paulo e uma lembrança antiga de empréstimo entre colecionadores. A operação destacou a cooperação entre o universo da música e o futebol, com foco na preservação histórica.

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