- O artista Enrique Martínez Celaya apresenta a terceira exposição de uma trilogia, The Sextant, no Wende Museum, em Culver City, explorando sua infância em Cuba durante a Guerra Fria.
- A mostra recria de forma em escala a casa de infância do artista, projetada por seu pai, coberta com 6.500 libras de açúcar, com uma égua puxando um trenó de açúcar até o topo da casa.
- Ao redor da casa, há pinturas e desenhos, incluindo itens inspirados em cartas do jovem Enrique, refletindo memória, exílio e passagem do tempo.
- Celaya fará uma caminhada guiada pela exposição na sexta-feira, às 9h, com foco na obra e no ambiente.
- O pintor defende a pintura como forma viável e desafiadora, destacando o papel da materialidade e das alusões à vida real nas obras.
Enrique Martínez Celaya apresenta The Sextant, a última mostra de uma trilogia que revisita a infância do artista em Cuba. Em Culver City, o conjunto envolve uma casa de infância reconstituída em tamanho real, coberta por 6,5 mil libras de açúcar. A obra dialoga com memória, exílio e a era Cold War.
A intervenção ocupa a galeria principal do Wende Museum, que tem foco histórico da Guerra Fria. O visitante encontra a casa construída entre 1957 e 1963, projeto do próprio pai do artista, cercada de pinturas e desenhos ligados às cartas que Celaya escreveu ao familiar. O resultado é uma instalação de grande peso transformador.
A galeria admite ainda um percurso guiado com o próprio artista, marcado para as 9h da sexta-feira, 27 de fevereiro. O público poderá entender a evolução do projeto desde a ideia inicial até a montagem final. Celaya reside hoje em Los Angeles.
Contexto da exposição
A mostra encerra um ciclo iniciado em Havana, no National Museum of Fine Arts, e teve a segunda etapa na Hispanic Society Museum and Library, em Nova York. O tema central é a memória da infância em meio ao conflito político global, com foco no deslocamento e na busca por um novo lar.
Sobre a instalação e as obras
A casa e seus elementos remetem a um sonho de infância com tensões do período. Um cavalo com trenó, carregando açúcar, ganha movimento por uma esteira que o leva até o teto. Ao redor, há pinturas cuja leitura remete a viagens, esperas e perdas.
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