- Emile Kotze, ex-participante de Below Deck, processa a NBCUniversal por 633 milhões de dólares, alegando assédio sexual no set durante a terceira temporada (2015).
- A ação foi apresentada inicialmente em junho de 2025 e, em outubro de 2025, houve uma versão emendada na Corte Federal do sul de Nova York.
- Kotze afirma ambiente de trabalho hostil, assédio sexual, manipulação, abuso e uma campanha de retaliação para calá-lo.
- Também acusa a emissora de discriminação por ser sul-africano, de editar a temporada para mostrar uma imagem negativa dele e de destruir sua carreira na marinha mercante, com perdas estimadas em 123 milhões de dólares em ganhos futuros.
- NBCUniversal pediu a rejeição da ação, alegando prescrição e citando a Primeira Emenda; a companhia não respondeu prontamente a comentários.
Emile Kotze, ex-participante do reality Below Deck, moveu uma ação contra NBCUniversal. O processo pleiteia 633 milhões de dólares por assédio sexual supostamente ocorrido durante as gravações da série Bravo, em 2015, na época em que Kotze integrava a tripulação do programa. A ação foi apresentada no Distrito Sul de Nova York, com uma versão retificada apresentada em outubro de 2025, segundo documentos judiciais obtidos pelo Page Six. A queixa inicial havia sido protocolada em junho de 2025.
Kotze, de 34 anos, afirma ter tido um ambiente de trabalho hostil, com assédio sexual, manipulação e condições perigosas durante as filmagens. Além disso, ele acusa NBCUniversal de não protegê-lo contra abusos, de difamá-lo, de usarem sua imagem sem autorização e de retaliar quem buscava reparação. Alega ainda ter sido induzido a participar do programa sob falsas pretensões.
No aspecto processual, Kotze sustenta ter sido manipulado para entrar na atração como parte de uma narrativa editorial que o retratava de maneira misógina e imatura. Segundo a queixa, a carreira de iate profissional dele foi “destruída” e ele estaria blacklisted na indústria, com perdas estimadas de 123 milhões de dólares em ganhos futuros. Custos médicos e traumas psicológicos também são citados.
Status do processo e argumentos da defesa
A NBCUniversal protocolou, em novembro de 2025, uma moção para afastar a ação. A empresa argumenta que o caso estaria sujeito à prescrição, já que a temporada 3 foi exibida há uma década. Também invoca a Primeira Emenda, em defesa do conteúdo alegado. Um porta-voz da NBCUniversal não respondeu de imediato aos contatos para comentário.
Pontos centrais da acusação
A ação aponta um suposto encobrimento pela produção e violação de direitos de imagem, além de alegações de tratamento discriminatório por origem sul-africana. A reclamação cita gastos com tratamento médico e psicológico, bem como sofrimento emocional contínuo, incluindo PTSD, ansiedade e depressão, atribuídos aos atos da NBCUniversal e dos produtores. As informações foram divulgadas inicialmente pelo TMZ.
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