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Leilão da mansão de Ana Hickmann e Alexandre Correa é suspenso

Leilão da mansão de Ana Hickmann é suspenso, gerando impasse de R$ 35 milhões; leiloeiro rebate críticas e revela bastidores do setor

Um impasse judicial de R$ 35 milhões: após suspensão, leiloeiro da mansão de Ana Hickmann e Alexandre Correa rebate críticas da apresentadora e revela bastidores do setor
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  • Leilão da mansão de Ana Hickmann e Alexandre Correa, em Itu, teve suspensão em valor de impasse de R$ 35 milhões, conforme decisão judicial em São Paulo.
  • O leiloeiro Eduardo Consentino, escolhido pelo TJ-SP, rebateu críticas da apresentadora e explicou bastidores do processo de venda de imóveis retomados por bancos.
  • Leilões podem ser judiciais (para quitar dívidas) ou extrajudiciais (quando bancos retomam imóveis por falta de pagamento).
  • Interessados precisam se cadastrar, confirmar a leitura do edital e verificar informações como dívidas, ocupação do imóvel, prazos e custos adicionais.
  • O setor tem adotado cada vez mais o formato digital, ampliando o alcance, mesmo com a possibilidade de venda presencial em alguns casos.

A mansão de Ana Hickmann e Alexandre Correa, localizada em Itu, no interior de São Paulo, teve o leilão suspenso após um impasse de aproximadamente 35 milhões de reais. O processo envolve questões judiciais relacionadas a dívidas e à retomada do imóvel por parte de instituições financeiras.

O leiloeiro indicado pelo TJSP, Eduardo Consentino, explicou ao Purepeople os bastidores da operação. Consentino coordena a avaliação e a oferta de ativos imobiliários de grandes bancos, com descontos que podem chegar a 60% para ressarcir créditos em atraso.

Consentino atua na Biasi Leilões, empresa que já realizou leilões de grande repercussão, como o antigo prédio da Editora Abril, vendido por 118 milhões de reais em 2021. O profissional ressaltou a finalidade de transferir recursos de ativos para os bancos.

O que envolve o leilão, segundo ele, pode ocorrer de forma judicial ou extrajudicial. Em ambos os casos, o comprador precisa confirmar participação lendo o edital e compreendendo dívidas, ocupação do imóvel, prazos e custos adicionais, como comissões e taxas de cartório.

Eduardo destacou que a procura por leilões cresceu no Brasil após a pandemia. Atrai investidores e pessoas interessadas em moradia, além de curiosos por disputas públicas de grande repercussão. O processo pode ser realizado de forma digital, ampliando o alcance aos interessados.

A prática de leilões imobiliários envolve cautela. A leitura cuidadosa do edital é essencial para evitar fraudes, que podem configurar crime conforme o Código Penal. O leiloeiro ressaltou a importância de cumprir as regras e confirmar todas as informações antes de ofertar.

A transição para o ambiente digital ganhou força durante a pandemia e se manteve após a retomada de eventos. Embora facilite a participação remota, o formato presencial ainda desperta interesse emocional em compradores que desejam morar no imóvel.

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