- Glenn Martens tornou-se diretor criativo da Maison Margiela em 2025 e pretende levar a marca a um alcance global, além de Paris.
- Em primeiro de abril, a marca fará um grande desfile de alta-costura em Shanghai, seguido de semanas de programação gratuita e aberta ao público.
- A programação na China inclui desfiles, apresentações de looks Artisanal, uma exposição de colecionadores de Tabi e experiências de participação para o público, como aplicar o efeito Bianchetto.
- O projeto Maison Margiela/folders tornará imagens e pesquisas da marca acessíveis ao público, antes restritas à imprensa e aos funcionários.
- A estratégia busca conectar a marca com consumidores chineses, mantendo o DNA cult, o discurso de luxo e uma abordagem menos óbvia de beleza e reaproveitamento.
Glenn Martens assume a Maison Margiela e leva a marca para a China com desfile no dia 1º de abril, seguido de programação aberta ao público. A iniciativa marca a saída de Paris como único polo criativo, buscando alcance global sem perder o espírito de nicho da grife.
O anúncio mostra a quebra de tradição da casa, famosa por manter o fundador quase invisível. Martens, aos 42 anos, quer ampliar o diálogo com fãs fora do circuito de moda reservado e manter o foco na autenticidade da marca, sem perder o legado de Margiela.
A ação ocorre em meio a uma estratégia de presença contínua na China, onde a marca abriu 26 lojas desde 2019. O desfile será em Shanghai, com apresentações de alta-costura Artisanal e prêt-à-porter, além de atividades gratuitas ao longo de semanas.
Além do desfile, a programação inclui ações em várias cidades, como Chengdu, Shenzhen e Beijing. O projeto Maison Margiela/folders disponibilizará imagens e pesquisas tradicionalmente restritas, aproximando a marca do público.
Martens descreve a China como ambiente fértil para conectar com fãs locais e ampliar o alcance da grife. A decisão também envolve cancelar parcialmente semanas de moda em Paris, priorizando presença direta em solo chinês.
Estratégia global da marca
A proposta prioriza uma visão menos óbvia de luxo, com reaproveitamento de materiais e produções que fogem do circuito tradicional. Peças em cera de abelha, bonecas de porcelana e reinventadas para o corpo humano compõem a estética apresentada como assinatura da casa.
Duas décadas de história da Margiela serão revisitadas em desfiles de rua com looks Artisanal, além de uma exposição dedicada aos colecionadores da linha Tabi em Chengdu. A ideia é manter o ethos da marca mesmo com alcance internacional.
Atração de celebridades aparece como ferramenta, porém sem o modelo tradicional de estrelismo. A marca busca que clientes influentes usem suas peças, conectando o universo exclusivo da Margiela a públicos amplos sem perder a privacidade que marcou o fundador.
Martens ressalta que o objetivo não é criar apenas tendências passageiras, mas manter uma visão de beleza refinada e luxo alternativo. A estratégia envolve produção com foco em sustentabilidade, reutilização de tecidos e exploração de materiais não convencionais.
O diretor criativo também comenta o clima interno da Maison, com a entrada de um novo estilo sem perder a identidade original. O objetivo é manter a essência de Margiela, ao mesmo tempo que se adapta às dinâmicas de redes sociais e consumo global.
A resposta do mercado ainda está sendo formada, mas a resposta inicial indica intenção de estabelecer uma presença contínua fora de Paris. A China figura como ponto central para consolidar a marca cult em escala mundial, mantendo o alicerce de sua filosofia.
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