- Brad Pitt e Angelina Jolie disputam o controle do Château Miraval, vinícola na Provence, na guerra jurídica que envolve a separação do casal.
- O local foi arrendado em 2008 e comprado em 2012 por cerca de 25 milhões de euros, com 50% para cada parte e gestão conjunta com a Família Perrin.
- Jolie vendeu a participação em 2021 por US$ 67 milhões para Tenute del Mondo, ligado a Yuri Shefler; Pitt alega acordo verbal que impediria a venda sem consentimento dele.
- Pitt recuperou temporariamente parte do controle em ações judiciais; Miraval Studios foi reaberto e atraiu artistas, aumentando a tensão sobre quem lucra com o patrimônio.
- O Miraval Rosé tornou-se referência de mercado; foi lançado o Fleur de Miraval ER3, champanhe caro, como tentativa de elevar a marca a ultraluxo.
Brad Pitt e Angelina Jolie travam uma disputa jurídica sobre o Château Miraval, vinícola da Provence, na França. O conflito envolve a propriedade, a gestão e o valor financeiro do empreendimento, que já foi cenário de casamento dos famosos.
O case começou em 2008, quando o casal arrendou o local e, em 2012, comprou por cerca de 25 milhões de euros. O complexo tem 500 hectares, estúdios de gravação e uma capela histórica, além de ser peça-chave da vida pessoal e empresarial do casal.
A partilha e a venda de participação
Em 2016, Jolie pediu o divórcio. A separação legal ocorreu apenas em 2019, mas a disputa pela guarda dos filhos e pela divisão de bens seguiu em aberto. Jolie vendeu a participação daNouvel em 2021, por US$ 67 milhões, para Tenute del Mondo, braço da holding de Yuri Shefler, controlador da Stolichnaya.
Brad Pitt também detém 50% da vinícola por meio da Mondo Bongo. Ele afirma que havia um acordo verbal de não venda sem consentimento mútuo, e vê a venda de Jolie como dano à reputação e ao projeto da marca, além de introduzir um parceiro com ligações consideradas problemáticas.
O que está em jogo além do controle
A disputa envolve a gestão do Miraval e a participação nos lucros, incluindo a possibilidade de humanizar ainda mais a marca com novos empreendimentos. Pitt argumenta que a venda criou um terceiro controlador, alterando a dinâmica do empreendimento.
No campo operacional, o Miraval continua produzindo o Miraval Rosé, vinho estrela que redefiniu o mercado de rosés de luxo. O rosé mantém reconhecimento internacional e figura entre os rótulos mais premiados do setor.
Expansões e novos rumos
Além do vinho, o complexo abriga o Miraval Studios, reaberto por Pitt com modernas melhorias para atrair artistas. A atriz não faz parte das operações diretas, mas afirma incluir ou excluir sócios conforme decisões judiciais.
Durante a disputa, Pitt lançou o Fleur de Miraval ER3, um champagne produzido em parceria com especialistas franceses. O projeto busca posicionar o Miraval como marca de ultraluxo, mesmo em meio à contenda com Jolie.
Situação atual e perspectivas
O valor da vinícola subiu, estimado em cerca de US$ 160 milhões, refletindo o interesse do mercado pela marca e pela propriedade. Pitt tem obtido vitórias parciais em alguns desdobramentos judiciais, mas o desfecho permanece em aberto.
Enquanto as batalhas legais prosseguem, o Miraval continua produzindo vinhos reconhecidos e mantendo seu papel central na história empresarial de Pitt e Jolie. A propriedade, ainda, segue como símbolo do conflito entre a vida pessoal e os negócios.
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