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Cláudia Raia quase foi morta por russos durante viagem à Europa

Atriz relembra ameaça de morte de russos em Praga, em 1998, ligada à vilã de Torre de Babel

Claudia Raia lembra início da carreira na TV
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  • Claudia Raia relembrou viagem a Praga, em 1998, quando quase foi morta por cinco russos por causa da novela Torre de Babel.
  • Ela vivia a personagem Ângela, vilã que se tornou psicopata na trama, e afirmou ter ficado com medo do episódio.
  • A atriz citou a vilã Lívia Marine, de Salve Jorge (2012), cuja história inspirou um projeto de lei contra tráfico humano em São Paulo.
  • Na carreira, destacou Ninón, de Roque Santeiro (1985), dizendo que ficou três meses sem fala e que a câmera ficava direto em sua bunda; o diretor Paulo Ubiratan prometeu mostrar seu rosto se houvesse talento.
  • Também contou sobre treino de falas ao lado de Regina Duarte, improvisando para ajustar a cena com o trecho “eu também”.

Claudia Raia, 59, relembrou momentos marcantes de sua carreira durante participação no programa TV. A atriz contou uma situação ocorrida em Praga, capital da República Tcheca, no ano de 1998, envolvendo ameaça de morte relacionada à novela Torre de Babel.

Segundo Raia, a intimidação partiu de cinco russos que falavam em russo, ao apontarem agressão por causa de sua personagem na trama. Ela afirmou ter ficado com medo após o episódio vivido durante a viagem de trabalho.

A vilã que deixou marcas

A atriz também destacou o impacto de outra personagem, Lívia Marine, de Salve Jorge, em 2012, que comanda uma organização ligada ao tráfico de pessoas. Ela mencionou que a personagem inspirou discussões sobre leis no estado.

Raia explicou que a figura de Lívia foi associada a práticas de violência contra mulheres e à exploração, que motivaram propostas de combate ao tráfico humano na Assembleia Legislativa de São Paulo, ainda sem aprovação.

Por trás de grandes papéis

Entre os papéis marcantes de Raia, destaca-se Ninón, de Roque Santeiro (1985), personagem que vivia um romance com um lobisomem. A artista recordou três meses de trabalho quase sem falas, com a câmera frequentemente destacando sua personagem.

Ela narrou que houve resistência inicial do elenco a certos enquadramentos, e que o diretor Paulo Ubiratan comentou sobre a necessidade de demonstrar talento para ter oportunidades de expressão na novela. Raia fez questão de adaptar-se ao ritmo da produção.

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