- Luana Piovani afirma que o abandono paterno impactou seus relacionamentos amorosos desde a infância.
- Cassiano Leite desapareceu e abriu mão do pátrio poder quando ela tinha 2 anos; ela foi criada pelo padrasto Valter Francis.
- Em entrevista, a atriz relembra a luta da mãe, Francis Margarete Afonso, pela pensão e a sensação de descobrir que o pai não a reconhecia.
- A doença de origem emocional levou à terapia, iniciada aos 20 anos, que ajudou a entender o padrão de relacionamentos como forma de lidar com o abandono.
- Hoje, Piovani diz ter “enfileirado boys lixo”, buscando parceiros que sejam intelectuais e gentis, e relata ocorrências de ghosting como padrão de rejeição.
Luana Piovani, atriz de 49 anos, afirmou em um videocast recente que o abandono paterno moldou seus relacionamentos amorosos. Cassiano Leite desapareceu quando ela tinha dois anos e abriu mão do pátrio poder, deixando a filha aos cuidados do padrasto Valter Francis.
A artista contou que a mãe, Francis Margarete Afonso, lutou pela pensão e que a revelação de que o pai não assumiria a paternidade impactou profundamente a sua visão de afetos. Segundo Piovani, a situação provocou uma crise emocional que se repetiria nas relações futuras.
Na lembrança do episódio, Piovani descreveu o momento em que, ainda criança, questionou a mãe sobre o que havia de material do pai, recebendo uma resposta dura sobre a inexistência de vínculo financeiro ou de proteção. A experiência foi citada como marco de uma sensação de abandono que, segundo ela, voltou a se repetir ao longo da vida adulta.
Caminho terapêutico e percepção de si
A atriz disse que a terapia, iniciada aos 20 anos, ajudou a entender a ligação entre as próprias relações e o modo como se relacionava com o pai ausente. A escolha por terapia ficou associada à busca por compreender padrões de comportamento nos vínculos afetivos.
Piovani afirmou que, na prática, tentou manter sempre a relação amorosa sob controle para evitar novas ausências. A fala da analista foi citada pela artista como chave para perceber que o padrão não era de abandono ocasional, mas de repetição de situações de afastamento.
Caracterização dos relacionamentos atuais
A artista relatou ter desenvolvido um “olhar seletivo” para parceiros, privilegiando traços de organização estética, inteligência, gentileza e generosidade. Em contraponto, reconheceu que identificar parceiros com características negativas era mais fácil, descrevendo um padrão repetido de contatos descartáveis, marcado por episódios de término precoce ou flexibilização de compromissos.
Ao final, Piovani comentou que o conjunto de vivências levou a uma leitura de que o vínculo com o pai ausente permeia o modo como escolhe ou evita vínculos afetivos, sem, no entanto, emitir diagnóstico ou julgamento sobre as próprias escolhas.
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