- A artista Liza Lou, de Califórnia, apresenta novo conjunto de obras na galeria Thaddaeus Ropac, em londres.
- O trabalho combina pintura a óleo com miçangas de vidro, marcando retorno ao estudo em solitude e ao uso intenso de cor.
- Lou ficou famosa pelo projeto Kitchen (1991–1996) e, após quinze anos com um grupo de mulheres na África do Sul, volta a produzir sozinha.
- Ela vê a cor como uma busca quase inefável, começa o dia fazendo desenhos com bastões de óleo e depois utiliza materiais de tubo para compor as peças.
- O estúdio fica num galpão no vale de San Fernando sem janelas; a escuridão inicial é entendida como parte do processo, e as telas passam a ser janelas para a visão.
Liza Lou, artista baseada na Califórnia, apresenta uma nova série na Thaddaeus Ropac, em Londres. A mostra combina pintura a óleo com contas de vidro em trabalhos coloridos, criados em um estúdio sem janelas.
A trajetória da artista inclui o famoso projeto Kitchen (1991-1996), feito em isolamento absoluto, e quinze anos de esculturas com contas na África do Sul. Hoje, a cor volta a ganhar protagonismo em uma produção solo.
O espaço de trabalho fica em um galpão no Vale de San Fernando, sem luz natural. A iluminação surge apenas com a energia elétrica, o que influenciou o modo de compor as telas e as combinações de cor.
Para Lou, a cor representa uma busca inequívoca. Ela utiliza contas e tinta diretamente da tubete, iniciando o dia com desenhos em lápis de óleo e deixando o processo se guiar pelo impulso criativo.
A artista costuma passar longos períodos no Deserto de Mojave, onde observa paletas naturais. Dias de passeio rendem cores coletadas, como tintas naturais que entram como referência no processo em estúdio.
Segundo a artista, a escuridão inicial do espaço é parte intrínseca da criação. O preparo das imagens começa no escuro, com a montagem de unidades de cor que, aos poucos, revelam janelas criativas para o conjunto.
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