- Em outubro de 1987, Silvio Santos demitiu Jô Soares, dois meses após Gugu Liberato ter sido contratado pela Globo.
- A Globo, via vice‑presidente Boni, respondeu cancelando os especiais de final de ano de Jô e alterando o programa Viva o Gordo de segunda para terça, sob alegação de ajustes de programação.
- Em maio de 1988, no Troféu Imprensa, Jô leu uma carta aberta criticando Boni e citou a ideia de perseguição a artistas, associando‑a à lista negra de Hollywood.
- O comediante comparou ações da emissora a uma “caça às bruxas” e afirmou que artistas com tendências políticas diferentes ficavam sem trabalho.
- Ao longo dos anos, Jô Soares e Boni permaneceram ligados a uma relação conturbada, que depois teve reaproximação.
Jô Soares abriu o Troféu Imprensa de 1987 com críticas ácidas a um diretor da Globo, após ter sido contratado pelo SBT. O ataque ocorreu num contexto de tensões entre as principais emissoras da época e refletiu uma disputa de poder nos bastidores da televisão brasileira. A reação veio pouco depois de Silvio Santos promover a transferência do apresentador.
A Globo, então líder de audiência, respondeu com medidas de retaliação a partir de outubro de 1987, segundo relatos da época. Entre elas, a suspensão temporária de especiais de fim de ano que chegariam ao ar no SBT, em meio a mudanças no lineup de programação. Os desdobramentos alimentaram uma polêmica que durou meses.
Em maio de 1988, Jô Soares voltou a abordar Boni em um formato público ao ler uma carta aberta no Troféu Imprensa, ampliando críticas sobre perseguições a artistas. O humorista ligou a situação a uma lista negra criada nos EUA nos anos 40, associando-a a uma pressão de mercado para excluir determinados profissionais.
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