- Em 2010, Marcelo Dourado foi o vencedor do BBB5, e houve uma mudança: as redes passaram a influenciar a vitória do campeão.
- O jornal O Globo convidou Jean Wyllys para comentar sobre o reality na época.
- Facebook e Twitter criaram o primeiro fandom do programa, a Máfia Dourada, que organizou um mutirão de votos.
- Wyllys diz que o movimento foi espontâneo e que as pessoas pagavam para votar; hoje existe um ecossistema com influenciadores ligados ao BBB.
- Sobre retornar ao reality, ele afirma que não entraria novamente, alegando que seria banalizar sua participação histórica.
Jean Wyllys analisou, pela primeira vez, o papel das redes sociais na definição do vencedor do Big Brother Brasil (BBB). Em participação no programa radiofônico Chupim Metropolitana, ele relembrou a mudança ocorrida a partir de 2010, quando as redes passaram a influenciar o resultado final da edição vencida por Marcelo Dourado.
O ex-deputado e campeão do BBB5 destacou que, naquela edição, o Facebook e o Twitter começaram a formar o primeiro fandom do reality, chamado Máfia Dourada, criado por uma fã do vencedor. O engajamento nas redes cresceu rapidamente e resultou em um mutirão de votos pela vitória do lutador, refletindo um coordenado movimento online.
Wyllys afirmou que, na época, esse movimento era espontâneo e orgânico, com o público chegando a pagar pela votação. Ele ressaltou que hoje o reality opera dentro de um ecossistema digital em torno do programa, com influenciadores que ganham dinheiro ao falar sobre o BBB e o público que já entra com a expectativa de se tornar influenciador.
Mudança na dinâmica do BBB
Questionado sobre uma possível participação como veterano, Wyllys foi categórico: não voltaria. Ele explicou que o tempo dele segue adiante e que retornar seria, aos olhos dele, uma banalização do que significou sua participação histórica, que foi marcada pela discussão pública sobre homofobia. O ex-jornalista afirmou que a decisão não resulta de preconceito, apenas de uma escolha pessoal de não retornar ao programa.
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