- Luís Brandoni, ator argentino de teatro, cinema e televisão, morreu aos 86 anos no domingo, 19; o corpo foi velado na Assembleia Legislativa de Buenos Aires na segunda-feira, 20.
- O ator sofreu um acidente doméstico que lhe causou hematoma na cabeça e estava hospitalizado na capital desde 11 de abril.
- No cinema, integrou longas como La tregua e A Patagônia Rebelde (ambos de 1974), Esperando la carroza (1985), Made in Lanús (1987) e A Odisseia dos Tontos (2019), somando mais de sessenta títulos.
- No teatro destacaram-se Conversaciones con mamá (2012) e Parque Lezama (2013-2016); a versão cinematográfica da peça, dirigida por Juan José Campanella, estreou em fevereiro.
- Na TV, participou da minissérie O Faz Nada com Robert De Niro; foi militante da União Cívica Radical, exerceu dois mandatos como deputado federal (1993-2001) e criticou Cristina Kirchner e Javier Milei.
Luis Brandoni, ícone do cinema, teatro e TV argentino, morreu aos 86 anos. A morte ocorreu no domingo, dia 19, e o corpo foi velado na Assembleia Legislativa de Buenos Aires na segunda-feira, 20.
O ator estava hospitalizado na capital desde 11 de abril, após sofrer um acidente doméstico que lhe causou hematoma na cabeça. A residência médica foi mantida em sigilo até a confirmação do falecimento.
Brandoni encerra um ciclo marcado por uma carreira extensa, com participação em cinema, teatro e televisão. A recebida de fãs e colegas reforça a relevância de sua obra no cenário cultural argentino.
Carreira e trabalhos de destaque
No cinema, integrou títulos como La tregua (1974), A Patagônia Rebelde (1974), Esperando la carroza (1985), Made in Lanús (1987) e A Odisseia dos Tontos (2019). A filmografia soma mais de 60 longas.
No teatro, protagonizou Conversaciones con mamá (2012) e Parque Lezama (2013-2016). A versão cinematográfica da peça, dirigida por Juan José Campanella, foi seu último filme, lançado em fevereiro.
Na TV, destacou-se em diversas produções e atuou na minissérie O Faz Nada, da Disney+, em 2023, ao lado do ator Robert De Niro. Sua atuação consolidou presença constante na televisão argentina.
Trajetória política e vida pessoal
Brandoni manteve forte atuação pública como militante da União Cívica Radical (UCR). Enfrentou perseguição durante a ditadura e sofreu sequestro relâmpago em 1976, com a esposa Marta Bianchi, com quem teve duas filhas.
Após o exílio de dez meses no México, retornou à Argentina e ocupou o cargo de deputado federal por dois mandatos (1993-2001). Também atuou como assessor cultural de Raúl Alfonsín (1983-1989).
Com o tempo, o artista revelou pudor pela política, afirmando não desejar novos pleitos. Mantinha, porém, posições críticas a figuras políticas à época.
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